quero dizer-te: não morras.
Nem me digas quem és, quem foste, como sabes
a língua que se fala sobre a terra.
...
Ao lume lanço
toda a vontade de viver, ser vivo,
a cautela do ar, ardendo em torno.
Passarei, terás passado em mim, só quero
dizer-te: não morras nunca, agora, nunca mais.
António Franco Alexandre in Quatro Caprichos

5 Comments:
issíssimo...
(ou algo parecido)
:)
sim.
não morras nunca.
(belo poema que desconhecia...)
"Para mim duas das mais delicadas atitudes humanas são: a coletiva de saber ser nobremente público da Paixão e a de terceiro de amizade para o amor de outros, ou para a paixão do amigo morto." Macedonio Fernández
Muito bom o seu blogue. Tem aqui mais um fã.
Mis aplausos!
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