sexta-feira, fevereiro 22

Devo confessar


Devo confessar: tinha procurado uma placa bonita para anunciar o fim. Tinha preparado um discurso sentido. Vinte linhas a agradecer as coisas boas, as pessoas fabulosas que este blog trouxe até mim. Até já tinha sentido saudades e vontade de regressar antes de me ir embora. Tinha mil coisas. Coisas minhas, como tão bem sabem, alguns. Depois, no Natal, uma pessoa que eu amo muito e que lê sempre os meus silêncios sem engano, ofereceu-me alguns textos que, pacientemente, recolheu aqui, desde o início. Os que mais gostou. Colocou-os entre capas, impressos num papel muito bonito e macio e fez deles um presente. Perdi a coragem de ir embora! Melhor: perdi a coragem de dizer que ia embora. No fundo não queria nada ir. Mas estar aqui, para mim, é também estar convosco. Saltitar de blog em blog, conhecer textos, ideias, músicas. E o tempo, ao contrário do que a dado momento achei, não me tem sobrado. Muito pelo contrário. Continuo faminta de tempo. O mestrado ocupa-me grande parte dessas horas que tinha livres e que de alguma forma canalizava para aqui. Agora os meus dias andam ocupados com pilhas de livros que nem sequer são de poesia! Enfim, de alguma forma estou de regresso e agradeço a todos os que ainda passam, aos que escrevem, aos que enviam música e, muito importante, aos silenciosos.
Intermitente, vou continuar. Por aqui e, às vezes, por ai.

2 Comments:

josé luís said...

uff... por momentos temi o pior...
...mas depois percebi que não pode deixar de haver vida em marta

( e se fechasse o blog punha-me práqui a cantar o grândola, ó )





longblackveil said...

Ainda bem!