quarta-feira, janeiro 1

Do que não se vê


Da alegria genuína


Do silêncio confortável


Que quer dizer um ano, ou um mês?

 
 
Que quer dizer um ano, ou um mês?
Que a minha mão não está no teu cabelo
- nem tê-lo
é ter de vez.
...

 
 
 
 
Pedro Tamen
 
 
Desenho: Leila Pugnaloni

Das noites claras


Da imprescindível confiança


Das resoluções de ano novo


Das coisas que mudam em 365 dias


Da vontade de dançar

Da orientação certa


Lhasa - El Desierto

Da lembrança e da homenagem


Fui a dois concertos dela. Num deles consegui falar-lhe. Trocamos meia dúzia de palavras. Eu só queria dizer-lhe o quanto a admirava. A admiro. O quanto me faz sentir muito, o quanto me inspira.
Morreu no dia 1 de Janeiro de 2010. Eu ia no carro. Ouvi a notícia no rádio. Na berma da estrada liguei os quatros piscas. Coloquei um dos seus três CDs e deixei-me chorar. Enorme! Imensa Lhasa.

Notícia aqui

A noite pede música

Tom">http://vimeo.com/82901521">Tom Waits - New Year's Eve
from Puerto">http://vimeo.com/puertolibre">Puerto Libre on Vimeo.https://vimeo.com">Vimeo.>

Do fazer bem sem olhar a quem


Dos dias assim... com imagem e som

Dos dias assim


Da necessária lucidez


Dos escritores que ando a ler


Do que está a acontecer


Da utilidadde do Inverno


Da situação ideal


Da filosofia


Dos cafés [em atraso e não só] com os amigos


Das músicas ao piano


Das árvores que temos no peito


De 1 dos 12 desejos


Do dia que se celebra hoje

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,

Pelas aves que voam no olhar de uma criança,

Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,

Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,

Pela branda melodia do rumor dos regatos,
...
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,

Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,

Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,

Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,

Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,

Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,

Pelos aromas maduros de suaves outonos,

Pela futura manhã dos grandes transparentes,

Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,

Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas

Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,

Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,

Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.

Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,

Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,

Abre as portas da História,

deixa passar a Vida!

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

Da rota inevitável


Da actualidade sem reticências


Das histórias por escrever


Das cenas que nos marcam


Da chuva longe de ti


Da exacta localização


Do beijo por dar


Dos carimbos e aguarelas


Dos imprevistos


Da atenção de qualquer mulher


Do remédio para o esquecimento


Das malas por abrir


Das pessoas que nos fazem bem


Da poesia em voz alta

«If">http://vimeo.com/7637208">«If I could tell you», de W. H. Auden
from blocsdelletreshttp://vimeo.com/blocsdelletres">blocsdelletres> on Vimeo.https://vimeo.com">Vimeo.>

Do amor no coração


To Be By Your Side


Oração da manhã


Fases


Recomeça


Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

(...)

Miguel Torga

domingo, dezembro 29

Talentos



...chá de Natal...e os cup kings - mini bolos rei - que a minha mana fez! ela tem talentos. tem talento para a cozinha, para os detalhes e para nos fazer felizes...

Dos livros no sapatinho

 
Ler aqui: ocorvo.pt/2013/11/09/ulisses-um-conto-de-jorge-listopad
 
 

+ café para acordar + um bocadito


Dos filmes a rever

Até os cacifos...



Cacifos Solidários na cidade de Lisboa

uma iniciativa da Associação Conversa Amiga

 
Com quase sete anos de experiência acompanhando, no terreno, pessoas sem-abrigo, e ouvindo as suas opiniões e necessidades, a Associação Conversa Amiga resolveu criar os cacifos solidários, uma ideia apoiada por aquelas pessoas que acreditam que esta iniciativa terá um impacto positivo na sua vida.



O projeto consiste na produção e implementação de cacifos públicos cujos destinatários serão as pessoas sem-abrigo da cidade de Lisboa. Estes equipamentos visam permitir aos utentes do projeto guardarem os seus pertences de forma segura e digna.

 

A organização para além de colocar o projeto piloto a funcionar em Lisboa, quer expandi-lo para outras cidades. Se quiser conhecer a opinião dos beneficiários pode ver o vídeo no seguinte link:

 
Ou visite o site: http://acamiga.wix.com/aca-pt

O que a gente não pode mesmo


A tarde pede música


Obrigada!



...obrigada aos que permanecem. obrigada aos que me escreveram. Obrigada! Muito obrigada.

Das árvores que tanto me dizem


Para memória futura


...para não esquecer nunca o dia 29 de Julho de 2013. Para memória futura.

António Lobo Antunes forever... sim, tipo tatuagem


Trata-as em diminutivo, assim por cima do ombro, as crónicas, "uns contitos", fragmentos, "aguarelazitas", "esboços", "fantasias", "palavrinhas", "pequeninos nadas", "piscinas para crianças" com água pela cintura e onde nunca se perde o pé. E, no entanto, é nas suas crónicas que tantas vezes António Lobo Antunes se revela e expõe de uma forma tão íntima - a ele e a nós, nos nossos pequenos devires de inseto, sempre a formigar na mesquinhez dos dias. 
Mais velho de seis irmãos - gosta de se dizer "filho mais velho de dois filhos mais velhos" -, António Lobo Antunes lembra-se de quando eram pequenos: adoecia um, adoeciam todos. E o pai, "um pai muito pouco ternurento", médico anatomopatologista, ia até ao quarto dos seus rapazes, sentava-se numa das camas e lia-lhes poesia. Ou fazia com eles um jogo temível. Citava uma frase e eles tinham de acertar em quem a houvera escrito. Ou punha a tocar os primeiros acordes de uma sinfonia para os filhos lhe adivinharem a autoria. A VISÃO propôs a um dos escritores maiores da literatura mundial o mesmo jogo, um pouco perverso. Lançar-lhe algumas das frases que ele escreveu nas crónicas quinzenais desta revista (coligidas em Quinto Livro de Crónicas) e decifrar-lhe sentidos ocultos, escavar-lhe as profundezas e outros canais subterrâneos. "Isto é muito difícil, porque me faz perguntas e eu não tenho respostas, só ainda mais perguntas. E quando penso que tenho uma resposta, ela transforma-se numa pergunta dentro de mim... E a seguir a essa não resposta vem um vazio angustiado... Eu estou cheio de perguntas e cada vez tenho menos certezas. Penso que os livros vão ficar, mas o que passei nos últimos seis anos [com o cancro e a recidiva], fizeram-me questionar tudo e até estar-me nas tintas para que os livros fiquem ou não". "O que é que me interessa isso, se eu morro." 

Do mesmo filme


Mais filmes


Um beijo só durando todo o tempo que ainda o mundo tem que durar

 
(...) Quem me dera ter a certeza de tu teres saudades de mim a valer. Ao menos isso era uma consolação... Adeus; vou-me deitar dentro de um balde de cabeça para baixo, para descansar o espírito. Assim fazem todos os grande homens - pelo menos quando têm - 1º espírito, 2º cabeça, 3º balde onde meter a cabeça.
Um beijo só durando todo o tempo que ainda o mundo tem que durar, do teu, sempre e muito teu

Fernando (Nininho)

5-4-1920

in Fernando Pessoa & Ofélia Queiroz - Correspondência Amorosa Completa 1919 -1935, pag.81, Capivara, 2013

Das estações...e

 


...de como todas as histórias de amor devem ter uma estação de comboios...

Há três maneiras de ensinar uma coisa a alguém:

Há três maneiras de ensinar uma coisa a alguém:

«Há três maneiras de ensinar uma coisa a alguém: dizer-lhe essa coisa, provar-lhe essa coisa, sugerir-lhe essa coisa. O primeiro processo é o processo dogmático; emprega-se legitimamente ao ensinar coisas sabidas e provadas a criaturas incapazes, por infância ou ignorância, de compreender as provas, se se apresentassem. Assim se ensina gramática às crianças ou aos pouco instruídos, sem entrar em explicações, que seriam inúteis e resultariam frustes, sobre os fundamentos lógicos ou filológicos da gramática.

O segundo processo é o processo filosófico; emprega-se legitimamente para transmitir a pessoas com plena formação mental certos ensinamentos, ou cientificamente assentes mas desconhecidos do discípulo, ou puramente teóricos e que portanto ele tem que compreender em seus fundamentos, para os poder criticar.

O terceiro processo é o processo simbólico; emprega-se legitimamente para transmitir a pessoas com plena formação mental ensinamentos que exigem a posse de qualidades mentais superiores ao simples raciocínio, e o símbolo é dado para que essa pessoa, recorrendo ao que nela haja de embrionário dessas qualidades, ao mesmo tempo as desenvolva em si e vá compreendendo, por esse mesmo desenvolvimento, o sentido do símbolo que lhe foi dado.
O primeiro processo dirige-se à memória e chama-se ensino; o segundo à inteligência e chama-se demonstração; o terceiro à intuição. A este terceiro processo chama-se iniciação.»

s.d.
In «Pessoa por Conhecer – Textos para um Novo Mapa» . Teresa Rita Lopes. Lisboa: Estampa, 1990.

Is another story