terça-feira, junho 2

Estou [re] conquistada. Ou seja: completamente azul!

Na tarde do passado domingo, na “ressaca” da noite longa de Serralves, chilling out no meu sofá, em frente à TV, dei por mim a assistir à final da Taça de Portugal de futebol.
Sabia que uma vitória do meu FC Porto - um saudoso afecto de infância - sobre o Paços de Ferreira significava a sexta “dobradinha” para o clube, que acabou de ser tetra-campeão nacional. Desde logo, gostei de ver futebol à tarde, com uma luz e uma cor só possiveis durante um dia de sol, a contrastar com a habitual circunspecção do jogo à luz dos holofotes. As bancadas pintadas de azul, branco e amarelo, as cores dos dois clubes. Cheirava a festa e a Verão. O Porto ganhou, mais uma vez. Para não variar. Mas o jogo foi fraquinho, pouco intenso e sem qualidade. O Lisandro marcou logo aos 6 minutos e o seu primeiro golo em jogos de Taça (em quatro anos no Porto!) acabou por ser mesmo decisivo. O Jesualdo Ferreira conquistou a sua primeira Taça de Portugal. Valeu bem a pena ter vindo para o Porto, entre os 60 e os 63 anos ganhou mais títulos do que em toda a sua carreira anterior, no qual ganhara...nenhum. Sem ter que se aplicar muito, o Porto foi melhor, graças à superior qualidade dos seus jogadores, mas também devido a uma maior experiência nestas andanças. Basta dizer que foi a 26ª final do Porto (14 vitórias) e a estreia do Paços de Ferreira no Jamor. Mesmo assim os “amarelos” fizeram uma boa primeira parte, com mais posse de bola e remates à baliza, mostrando bom futebol e um atitude corajosa. Isto perante um Porto preguiçoso que se limitou a gerir o esforço e a vantagem no marcador, esperando o erro do adversário para decidir o jogo em contra-ataque.A segunda parte foi diferente. Para pior. Nem o estranho nevoeiro que caiu sobre o Jamor fez aumentar o ritmo de jogo, apesar do Porto ter acordado um pouco, controlando o Paços mais longe da baliza do Nuno. Desta forma, a partida tornou-se ainda menos interessante, sem ocasiões de golo, à excepção dos desperdícios do sempre irrequieto mas trapalhão Hulk.Enfim, a final da Taça não foi brilhante, mas o Porto ganhou! Mais um título (o recorde de títulos do Benfica está cada vez mais em risco...) mais uma dobradinha, mais uma festa na Avenida dos Aliados. E mais uma adepta de (re)conquistada: eu!
imagem: Catarina Morais