sexta-feira, dezembro 7

Anna Karénina

 
«E chegamos agora à verdadeira questão moral que Tolstoi queria fazer passar: o Amor não pode ser unicamente carnal porque deste modo é egoísta, e ser egoísta é destruir em vez de criar. O Amor é, então, pecaminoso. E de modo a tornar este assunto tão artisticamente distinto quanto possível, Tolstoi, numa vaga de extraordinária imagin
ação, descreve, em nítido contraste, dois amores: o amor carnal do casal Anna-Vronski (lutando por entre as suas emoções sensuais, mas fiéis e espiritualmente puras) e, do outro lado, o autêntico Amor cristão, como Tolstoi o quis chamar, do casal Kiti-Lévin, com os bens de natureza sensual ainda presentes, mas equilibrados, e em harmonia numa atmosfera de responsabilidade, carinho, verdade e alegria familiar.» [Do Posfácio de Vladimir Nabokov]
 
Primeiras páginas aqui

2 Comments:

Teresa said...

Um romance extraordinário. Porque é que os russos conseguem manter-se como clássicos?

Silenciosamente ouvindo... said...

Em tempos visitámo-nos.
Como vê não esqueci o seu blogue.
Já vi o filme Anna Karenina que
gostei muito.
Venho desejar um bom 2013(apesar
de tudo temos que pensar positivo)
Virei sempre que possa.
Saudações
Irene Alves