quarta-feira, janeiro 1

Lhasa - El Desierto

Da lembrança e da homenagem


Fui a dois concertos dela. Num deles consegui falar-lhe. Trocamos meia dúzia de palavras. Eu só queria dizer-lhe o quanto a admirava. A admiro. O quanto me faz sentir muito, o quanto me inspira.
Morreu no dia 1 de Janeiro de 2010. Eu ia no carro. Ouvi a notícia no rádio. Na berma da estrada liguei os quatros piscas. Coloquei um dos seus três CDs e deixei-me chorar. Enorme! Imensa Lhasa.

Notícia aqui

A noite pede música

Tom">http://vimeo.com/82901521">Tom Waits - New Year's Eve
from Puerto">http://vimeo.com/puertolibre">Puerto Libre on Vimeo.https://vimeo.com">Vimeo.>

Do fazer bem sem olhar a quem


Dos dias assim... com imagem e som

Dos dias assim


Da necessária lucidez


Dos escritores que ando a ler


Do que está a acontecer


Da utilidadde do Inverno


Da situação ideal


Da filosofia


Dos cafés [em atraso e não só] com os amigos


Das músicas ao piano


Das árvores que temos no peito


De 1 dos 12 desejos


Do dia que se celebra hoje

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,

Pelas aves que voam no olhar de uma criança,

Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,

Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,

Pela branda melodia do rumor dos regatos,
...
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,

Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,

Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,

Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,

Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,

Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,

Pelos aromas maduros de suaves outonos,

Pela futura manhã dos grandes transparentes,

Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,

Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas

Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,

Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,

Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.

Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,

Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,

Abre as portas da História,

deixa passar a Vida!

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

Da rota inevitável


Da actualidade sem reticências


Das histórias por escrever