segunda-feira, abril 30
...você precisa de vento para tocar trompete.
Uma das coisas que sei é que no ano depois de eu ter nascido um tornado atingiu St. Louis e rasgou tudo. (...) Talvez por isso eu tenha um temperamento ruim... às vezes os furacões deixam alguma coisa criativa e violenta em mim. Talvez aquele tenha deixado comigo o seu vento forte. Você sabe, você precisa de vento para tocar trompete.
Miles Davis
Escrito/editado por Marta 0 Terráqueos
Dia Internacional do Jazz celebrado hoje
Dia Internacional do Jazz celebrado hoje
Notícia aqui
Escrito/editado por Marta 0 Terráqueos
domingo, abril 29
Por vezes ficava maravilhado...
...Por vezes ficava maravilhado ao ver que o mundo inteiro surgia sob uma luz totalmente diferente, desconhecida. Outras vezes ainda o crepúsculo prevalecia e cobria tudo, o universo inteiro concentrava-se numa única emoção e num único estilo, e isso agradava-me e sentia então que estava a ler avidamente o livro devido a essa atmosfera especial. À medida... em que penetrava lentamente no universo do romance que estava a ler, apercebia-me de que as sombras daquilo que tinha feito antes de abrir as páginas do romance, instalado em casa da minha família em Besiktas, Istambul - beber um copo de água, conversar com a minha mãe,pensamentos que me tinham passado pela mente, ressentimentos que tinha guardado em mim - desapareciam pouco a pouco.
Orahan Pamuk in O Romancista Ingénuo e o Sentimental, pag. 13, Editorial Presença, 2012
Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
quinta-feira, abril 19
Caligrafia dos Sonhos
« O escritor espanhol Juan Marsé, que visitará Lisboa nos dias 26, 27 e 28 de Abril, para promover o seu mais recente livro, Caligrafia dos Sonhos, que chega às livrarias segunda-feira, dia 23, estará, quinta-feira, dia 26, às 18h30, na livraria Buccholz, juntamente com António Lobo Antunes, para, em conjunto, conversarem sobre a vida e obra do autor catalão».
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
Etiquetas: Juan Marsé
E voluntariado, faz?
Chama-se Patrícia Reis, é escritora e editora de uma revista ímpar: a Egoísta. Por Este Mundo Acima (Dom Quixote) é o título do seu mais recente livro, «onde nos é descrito um cenário de terrível desastre que assola a cidade de Lisboa, sendo que, entre os sobreviventes, há um velho editor que procura amigos e amores desaparecidos. Acaba por encontrar um manuscrito e um rapaz e, neles, a porta para uma outra dimensão da vida. Sem dúvida um livro que consagra a amizade como forma de amor e que descreve e realça a importância redentora dos livros».
A resposta aqui
imagem: Daniel Mordzinski
Escrito/editado por Marta 1 Terráqueos
Etiquetas: Focussocial, Patricia Reis
quarta-feira, abril 18
Helena Sarmento na homenagem a Zeca Afonso
A Helena Sarmento tem site novo. aqui . e, no próximo sábado, actua em Lisboa, no âmbito do Festival Cravos de Abril, num concerto de homenagem a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, integrado no projecto "Amigos Maiores que o Pensamento". Se estiver por Lisboa, não falte...
Escrito/editado por Marta 1 Terráqueos
Etiquetas: Helena Sarmento
Sim! que é preciso caminhar avante!
Sim! que é preciso caminhar avante!
Andar! passar por cima dos soluços!
Como quem numa mina vai de bruços
Olhar apenas uma luz distante!
... É preciso passar sobre ruínas,
Como quem vai pisando um chão de flores!
Ouvir as maldições, ais e clamores,
Como quem ouve músicas divinas!
Beber, em taça túrbida, o veneno,
Sem contrair o lábio palpitante!
Atravessar os círculos do Dante,
E trazer desse inferno o olhar sereno!
Ter um manto da casta luz das crenças,
Para cobrir as trevas da miséria!
Ter a vara, o condão da fada aérea,
Que em ouro torne estas areias densas!
É, quando, tem temor e sem saudade,
Puderdes, dentre o pó dessa ruína,
Erguei o olhar à cúpula divina,
Heis-de então ver a nova-claridade!
Heis-de então ver, ao descerrar do escuro,
Bem como o cumprimento de um agouro,
Abrir-se, como grandes portas de ouro,
As imensas auroras do Futuro!
Antero de Quental
Escrito/editado por Marta 1 Terráqueos
Etiquetas: Antero de Quental
terça-feira, abril 17
São duas ou três coisas
São duas ou três coisas que eu sei dela,
e nada mais além de seu perfume.
Sei que nas noites ermas ela assume
esse ar de quem flutua na janela,
como o duende fugaz que em si resume
um tempo que a ampulheta não revela:
o tempo além do tempo que só nela
navega mais que o peixe no cardume.
Sei que ela traz nos olhos esse lume
de quem sofreu e a dor tornou mais bela,
pois o naufrágio lhe infundiu aquela
vertigem que do alfange é o próprio gume.
Sei que ela vive no halo de uma vela
e queima, sem consolo, em minha cela.
Ivan Junqueira in O Tempo além do Tempo, Edições Quasi
Escrito/editado por Marta 1 Terráqueos
Etiquetas: Ivan Junqueira
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