2. aquilo que permite sossegar; descanso; alívio
3. ausência de agitação, tranquilidade, paz, quietude
4. repouso
Escrito/editado por Marta 5 Terráqueos
Etiquetas: coisas minhas
Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
Etiquetas: banda desenhada, Vasco Granja

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
José Saramago
[hoje o escritor faz anos]
Escrito/editado por Marta 0 Terráqueos
Etiquetas: Escritores, José Saramago, poemas
Numa iniciativa cuja origem desconheço, alguns "facebookianos" assumiram na sua imagem de perfil a figura de uma personagem da Banda Desenhada e/ou desenhos animados. Ainda não vi nenhum Homem-Aranha - um dos meus preferidos - mas já vi muitos Cortos Malteses - um dos meus favoritos! Eu ando meia perdida no meu facebook, com tantas caras novas, já não sei quem é quem! Mas a iniciativa é divertida! Principalmente para, quem como eu, gosta de BD.
Até o Governo surgiu representado pelos irmãos Metralhas. [e logo vieram em defesa dos irmãos, claro :)] Resta-nos o sentido de humor, em tempos difíceis. Eu optei pela Pantera Cor-de-Rosa. Mas podia ter optado pela Maga Patológica ou, até, pela Estrunfina, que o meu sangue azul [e branco] bem que podia ser visível :). Ou, ainda, mesmo sendo menina, o Tom Sawyer que também adoro. A ver se ainda aparece um Homem-Aranha, co-protagonista de um dos beijos mais sensuais do cinema! Digo eu!
Escrito/editado por Marta 5 Terráqueos
Etiquetas: coisas minhas
[chamam-lhe selos ou prémios tanto faz. eu chamo-lhe mimo. e este chegou-me via Pequenos Barulhos Internos e, logo a seguir, pelo blog No Vazio da Onda]
[mais mimo pela mão de O Passar dos Dias ]
[e, ainda, mais mimo pela mão de Sonhos e Melodias]Escrito/editado por Marta 8 Terráqueos
Etiquetas: blogs que leio, selos
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
Etiquetas: jornalismo, Miguel Carvalho
Escrito/editado por Marta 1 Terráqueos
Etiquetas: Poesia, Rainer Maria Rilke
Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos
Etiquetas: aniversários
Como são os teus dias, a tua respiração no silêncio?
Agora, na memória despovoada, o teu sorriso é uma planície sem fim. Sem ti. Sem ti, está esta tarde de sol, como se os dias fossem todos contigo e eu não soubesse encher de música o espaço entre os dedos.
Como são os teus dias, o teu olhar no meu?
Sei que o fogo acende noites claras como luas, o fogo acorda sonhos altos, como plátanos e tudo acontece sem ti, tão perto do teu coração sem som, tão longe dos teus sentidos sem nome. Gostava de te sentir e que a luz inteira do teu corpo me ficasse na ponta dos dedos, para te ver sempre assim, mesmo quando não souber a cor exacta dos teus olhos demorados.
Corre um tempo imperfeito – de pérolas imperfeitas – como os meus dias sem ti; corre por ti um tempo, um compasso, qualquer coisa extraordinária que quase não vejo, mas guardo.
Como são os teus dias, as tuas mãos sem rosto?
Essa pauta em branco, essa partitura sem voz; esse dó transcrito, cadente.
Como são os teus dias, a tua paz sem regresso?
Sei a clareza dos teus gestos, a eternidade do indizível, mas não te sei inventar sem ritmo, sem pulso, sem toque. Para saber se o mundo se acende; para saber se o desejo é breve, preciso de saber como são os teus dias.
Como são os teus dias, a tua dor contra o meu peito?
A música, meu amor, é a fuga do silêncio que pouso nos teus lábios.
Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos
Etiquetas: coisas minhas
[para ti. para nós. outra vez]
Quando o nosso olhar se encontra e eu só preciso de estar como sou;
Quando estou longe e a minha voz, à primeira sílaba, te dá as coordenadas do meu coração;
Quando - choras antes aqui. estou à tua espera, faço-te um chá;
Quando - vou ter contigo, temos de brindar, o momento é único;
Quando no meio da conversa me dizes - ah, é verdade, tens de ler isto, vais adorar;
Quando me trazes um doce, de qualquer lugar - esquece a dieta;
Quando me escreves uma carta [de envelope e selo] a contar as férias e a contar-te a ti;
Quando - estou apaixonado, ela é linda, estás a ver... assim como... lembras-te...;
Quando - anda daí, vamos às compras;
Quando - vais lá cozinhar, divides a cozinha com o João;
Quando vais viajar e - dá de comer ao gato; olha a água, a porta, o alarme;
Quando sonhamos alto - um dia os nossos filhos vão brincar juntos;
Quando palmilhamos a geografia das nossas infâncias, para que nada nos falte;
Quando tomamos café e são cinco minutos uma tarde inteira;
Quando partilhamos todas as histórias de que somos feitos e, ainda, a tarte de maça;
Quando filmes, livros, tupperwares e tabuleiros andam por nossas casas, como se fossem uma;
Quando descobrimos que, afinal, fomos separados à nascença e, por dentro, nem a mãe nos distingue;
Quando ligas a banda sonora das nossas viagens, estrada fora, noite adentro;
Quando se faz mais um silêncio cúmplice ou inventamos um sorriso novo;
Quando a paz de nos termos é o cordão umbilical que nunca cortamos;
Quando se me esquecer, poderás dizer quem sou - o bom e o mau;
Quando dentro do nosso abraço estamos para sempre;
...sinto-me em casa.
É aí, exactamente aí, nesse pilar monossilábico que assenta o lugar mais acolhedor da minha gramática de afectos. Nós, é o pilar e o lugar. O pronome pessoal tónico que me faz sentir em casa. Que me fará chegar sem nunca partir. Partir, sem nunca me afastar.
Escrito/editado por Marta 6 Terráqueos
Etiquetas: coisas minhas
Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
Etiquetas: Mario Benedetti, Poesia
Estava a olhar para a fotografia e lembrei-me de ti, como se nela visse o teu rosto ou
o teu sorriso, até mesmo as tuas mãos cor de Outono.
Lembrei-me de ti a fazer um castelo com as claras de ovo. Naquela tarde, na cozinha, eu havia de aprender contigo o que eram árvores de folha caduca enquanto fazias o bolo que só tu sabias fazer de cor e salteado. Havia de ficar para sempre, na minha memória olfactiva, aquele cheirinho a bolo da avó Clotilde que, ainda hoje, me faz respirar fundo.
Era um bolo sem nome, enquanto não lhe demos o teu.
- Tenho de fazer uma redacção sobre o Outono, avó. Podias dizer-me coisas sobre o Outono.
E tu começaste a bater o bolo mais devagar, enquanto eu brincava com a lata pequenina do fermento Royal, fazendo-a rolar sobre a mesa.
Uma lata pequenina vermelha que tu abrias com a ajuda de uma colher de café.
-Deixas-me pôr o fermento, avó?
E tu disseste que sim, sem dizer que sim. Tu eras a pessoa que mais falava, sem falar.
- No Outono as árvores de folha caduca ficam sem folhas. Se fores ao quintal, reparas que há folhas na relva, no lago, nos canteiros. As árvores à volta do lago, são árvores de folha caduca, ao contrário das laranjeiras ou dos limoeiros.
No Outono, depois das vindimas, os dias ficam mais pequenos. E faz-se marmelada, porque os marmelos chegam com o Outono, assim como as castanhas. Cada estação do ano tem os seus frutos...
- E o que são árvores de folha caduca, avó?
- Ora vai ao quintal ver as árvores junto ao lago.
E eu saí a correr da cozinha, para ir ver a árvores como se nunca as tivesse visto. Como se não tivesse crescido com elas.
- Avó, junto ao lago tem pereiras e o pessegueiro mais ao lado.
- Exactamente. A pereira, o pessegueiro, o diospireiro, a macieira, a figueira, são árvores de folha caduca. Árvores que no Outono e no Inverno ficam sem folhas.
Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos
Etiquetas: coisas minhas
Não posso adiar para outro século a minha vida/Nem o meu amor/Nem o meu grito de libertação/Não posso adiar o coração António Ramos Rosa
Há aqueles que não podem imaginar um mundo sem pássaros; há aqueles que não podem imaginar um mundo sem água; ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros.Perdoa-me, devolve-me a paz que tinha quando estava no teu regaço, no seio da minha mãe. Deixa-me. Encontra-me. Não posso continuar assim. Ouve-me hoje. Ajuda-me amanhã. Não sei se acredito. Não te minto. Mas hoje ouve o meu coração e junta-o ao teu. Patrícia Reis
e aqui moramos nós/sem história/sem família/sem passado/nesta paz que não existe/neste amor que nunca foi/mas que é para sempre. João Negreiros
Porque não sei como dizer-te sem milagres/que dentro de mim é o sol, o fruto,a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,o amor,que te procuram. Herberto Helder
Tengo las manos de ayer, me faltan las de mañana. Eduardo Chillida
Uma gaiola foi procurar um pássaro. Franz Kafka
Quanto mais se é feliz menos se presta atenção à felicidade. Alberto Moravia
Outside of a dog a book is men's best friend, inside of a dog it's too dark to read. Grocho Marx
Nous écrivons pour goûter la vie à deux reprises, dans le moment et en rétrospective. Anais Nin
A filosofia não é um meio de descobrir a verdade. Mas é, como a arte, um processo de a «criar» . Vergilio Ferreira