quinta-feira, março 5
Postal de aniversário ilustrado
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
Etiquetas: beijo, Homem Aranha
Ficava a ouvi-la ...a vida inteira
Apátrida, sem dia e sem data. Como o amor.
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Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
Etiquetas: Músicas que ouço
Condescendência
Lisboa, não tem apenas taxistas sui generis! Claro que não! Lisboa é a cidade que tem a luz mais bela do mundo...o Tejo... Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos
Etiquetas: Lisboa
quarta-feira, março 4
Apanhar um taxi...ou a arte de... hailing a taxi...

Quando se trata de apanhar um táxi no meio da rua, geralmente, nunca me acontece como nos filmes! Bem que estico a mão, o pé e nada! Nunca aparece um disponível, logo ali! A primeira vez que me aconteceu, pasmei. E ainda não sabia que estava para pasmar muito mais. Foi em Lisboa. Olhei para o lado esquerdo, estiquei a mão e o táxi parou logo ali. Esse dia foi de filme. Tão de filme que o motorista desse mesmo táxi foi detido 15 minutos depois! Assim, tipo sair da viatura à força e mãos atrás das costas! Dois carros de polícia um taxista e eu... e eu incrédula a pensar que era para os Apanhados. Eu à procura de uma câmara, para dizer, com um adeus envergonhado, "isto é só a brincar, mamã! Não te aflijas!!!" Mas era a sério. O polícia a mandar-me sair do carro. Saia, saia. Desculpe o incómodo. Mas saia. Que corria perigo... e eu a sair, atónita a pensar porquê a mim e a responder-me, como sempre, porque sim. Se não fosse a ti era a outro qualquer! Entretanto o Alfa já teria partido e eu rua Augusta fora, ou rua do Ouro ou outra qualquer, por ali fora. A pensar, a beliscar-me. À beira de um ataque de nervos. Nesse dia, lembro-me claramente, contra todas as previsões, cheguei ao Porto de avião! Foi, talvez, há cinco anos.
Isto para registar, imaginem só, que ontem, em Lisboa, pela segunda vez na vida, estiquei a mão, como nos filmes, e o taxista parou de imediato.Passados 15 minutos, nenhum carro da polícia nos perseguia e, o motorista, não foi detido. Nem eu ia para Santa Apolónia. Ontem, entrei no táxi para fazer uma viagem um pouco maior. E o taxista ouvia Antena 2. E perguntou se aquela música me incomodava? E eu, que não, que não, que até lhe agradecia. Que gostava. E ele a falar de música clássica. A mostrar-me, com delicadeza e certa timidez os seus discos de música clássica e a falar de Mozart. Com sabedoria. E a perguntar-me se podia pôr um disco, já que eu gostava...e se podia pôr mais alto. E eu que sim. Que podia. E a música toda dentro do carro, os vidros fechados e cristalinos. E Lisboa lá fora, aberta, carregada de gente em trânsito...como eu. Como nos filmes...
Escrito/editado por Marta 12 Terráqueos
Etiquetas: antes [re] postar que ripostar
Telegrama

E depois dizem que não há coincidências! Então, meus queridos, expliquem-me o que é isto, por favor.
Um de cada vez. Que eu estou longe. Estou lenta...
Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
Etiquetas: telegramas em vez de cartas
segunda-feira, março 2
Não creio em santos nem poetas
...e para quê o trilho, se não passa o trem?
Escrito/editado por Marta 7 Terráqueos
Etiquetas: Músicas que ouço
Deve ter 237 anos [I]
Não muito longe daqui, vive um adivinhador de passados. Deve ter 237 anos. O problema é que lê livros como quem lê estrelas. E ele já lê estrelas há mais de dois séculos! E isso é trágico porque conhece gerações inteiras de palavras. E, ainda por cima, escreve-as! E isso, tira-me o sono. Podia esquecer-se. Mas não. Está sempre a recordar-se [-me]. E junta as palavras de forma a falarem comigo. E dizem-me tanto! Por vezes, fico toda silêncio. E vou embora. Da última vez que o encontrei, não muito longe daqui, disse-me: Escrito/editado por Marta 6 Terráqueos
Etiquetas: delírio agudo, estórias que escrevi
domingo, março 1
Eterno Verão a pedir arde
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
sexta-feira, fevereiro 27
Ontem à noite...
Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos
quinta-feira, fevereiro 26
Conheci Cristina na 24ª página

Eu e a Cristina.
Um sonho louco. Louquíssimo. Extremissimamente louco. Enfim - um sonho. Não havia nuvem que nos segurasse, nem paraíso que nos satisfizesse. Estávamos loucos, pronto. Para quê mais frases? A manhã era terna e sabia bem passear assim.
Conheci Cristina na 24ª página. Os olhos que lhe inventei roçaram os meus e o corpo colou-se perfeitamente. Senti que a podia ajudar e as nossas mãos, em se dando, formavam um cometa. Os nossos lábios traziam o Universo quando se tocavam.
Ela não tinha aonde se agarrar e eu, apercebendo-me disso, tentei trazê-la à realidade com muito amor, devagarinho. Soltaram-se-lhe os sentimentos da garganta e contou-me as partes da sua vida que mais a tinham marcado.
Foi uma experiência curiosa, até porque tinha sido eu a imaginar as situações. Conclui então que a análise não estava má, embora enfermasse de uma certa falta de sequência. Mas era no pormenor do acontecimento que eu recolhia a imagem que depois reproduzia por escrito.
E havia dias de vento forte!
E havia dias de um sol aconchegador!
E os jornais (com raras excepções) começavam a encher de mentiras os leitores desprevenidos.
E as ameaças aumentavam constantemente!
E as bombas eram diárias!
E morriam pessoas que eu e a Cristina conhecíamos bem!
Comecei a interessar-me por Cristina. Ela era muita gente. E eu gostava muito da gente. Comecei a amá-la. Profundamente. Apaixonadamente. Com sinceridade. Tinha direito a isso. Era tão novo como a minha idade.
(...)
Alberto Augusto Miranda in Outubro de um Século, Edição Autor, p. 65 e 66, 1981
Imagem: Cometa Tempel 1; NASA/JPL-Caltech/UMD
Escrito/editado por Marta 5 Terráqueos
Etiquetas: livros da minha vida
Do jornalismo... hoje
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
Etiquetas: jornais, jornalismo, jornalistas
A presença mais pura
A altura desesperada do azul
José Tolentino Mendonça
Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
Etiquetas: Poemas que sinto
quarta-feira, fevereiro 25
Vinganças quase inócuas...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
(...)
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
(...)
Só é tua a loucura
Poema: Miguel Torga
Escrito/editado por Marta 9 Terráqueos
Etiquetas: poemas
Ilhas: lugares extremos
Escrito/editado por Marta 5 Terráqueos
Etiquetas: antes [re] postar que ripostar, livros, viagens
Um homem da restauração...
Escrito/editado por Marta 5 Terráqueos
Etiquetas: restaurantes, viagens

Palavras para quê?











