quinta-feira, abril 12

Óscar e a senhora cor-de-rosa



"Querido Deus. Chamo-me Óscar, tenho dez anos, peguei fogo ao gato, ao cão, à casa (acho que até grelhei os peixes vermelhos) e é a primeira carta que te mando porque dantes, por causa dos estudos, não tinha tempo… "


Lídia Franco sobe ao palco, no Porto, com o monólogo “Óscar e a senhora cor-de-rosa”. Mais concretamente, sobe ao palco do auditório da FEUP, na Rua Roberto Frias (junto ao Hospital de S. João). Dia 21 de Abril, às 21h30.



«A história do menino para quem cada dia equivale a dez anos enreda-nos no grande mistério da vida: o segredo da felicidade.
“Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa” é um hino à vida e ao ser humano. Mostra-nos a amizade total entre uma criança com leucemia e a Senhora cor-de-rosa (voluntária na área da pediatria do Hospital), que todos os dias o visita. Entre os dois estabelece-se um jogo: “Cada dia equivale a dez anos”. Deste modo o menino passa a ter a sensação de que avança no tempo e de que aproveita a vida nas suas diferentes idades.

Ele morre com mais de cem anos, embora na realidade tenham passado apenas alguns dias, mas a sua vivência foi plena de emoções e alegrias. Nessa “longa” vida que o menino passa a ter, ele reinventa o Mundo sob a maravilhosa cor de fantasia, desafiando a morte com um olhar divertido sobre o Universo dos adultos e das outras crianças doentes que o rodeiam no Hospital. Desta vida maravilhosa ficou o testemunho através de cartas que o menino escrevia todos os dias a Deus.

O texto é de Eric-Emmanuel Schmitt, um dos mais prolíficos romancistas e dramaturgos franceses do nosso tempo, a encenação de Márcia Haufrecht, actriz, dramaturga e encenadora, e foi com brilhante interpretação de Lídia Franco que o Monólogo estreou em 2008 no TNDM II, onde esteve dois meses e meio em cena, sempre com lotações esgotadas. Desde então esteve em itinerância por todo o país e foi distinguido na área do Teatro pela Gala da RTP1 “Portugal Aplaude 2011”.

Sobre “Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa”, conta Eric-Emmanuel Schmitt: “Duas semanas depois do lançamento do livro, fui abordado por uma criança de perto de dez anos, que me pediu que lhe autografasse o livro. Disse-me que tinha adorado a história do miúdo. Olhei para a mãe dele e perguntei-lhe se ela o tinha lido. Ela respondeu-me que não… por causa do tema!”, recorda. Tal como Óscar, as crianças querem falar da morte – ao contrário dos pais – e querem perceber. O apelo do texto é que nos faz descobrir o grande mistério da vida, o segredo da felicidade”.

Texto retirado daqui

terça-feira, março 27

Para celebrar o Dia Mundial do Teatro



« "O Cerco a Leningrado" chega hoje ao Teatro Rivoli, onde fica até 1 de Abril. É a oportunidade de os portuenses celebrarem os 70 anos de carreira de Eunice Muñoz., protagonista ao lado de Maria José Paschoal. A peça conta a história de duas mulheres que se fecham dentro de um teatro em ruínas para impedir que este encerre. Trata-se de uma histórica verídica que aconteceu na Argentina dos anos 80 e inspirou o espanhol José Sanchis Sinisterra.»


Bilhetes aqui

quinta-feira, outubro 27

“Quase Nada”


“Quase Nada” a partir da obra poética de Eugénio de Andrade, no Teatro do Campo Alegre, no Porto, de 28 a 30 de Outubro, pelo Grupo de Teatro de Surdos do Porto.


A estreia a está marcada para 28 de Outubro e do projecto faz ainda parte o lançamento do livro "Eram Umas Quantas Vezes - Registo de um Processo", referente ao anterior Projecto Teatral com Surdos levado a cabo por esta instituição.

Programa:

- 28 de Outubro, às 21h30 (estreia)
- 29 de Outubro às 16h00 e às 21h30 (espetáculos)
- 30 de Outubro às 16h00 (espetáculo)
- 29 de Outubro às 17h00 (lançamento do livro)

terça-feira, setembro 6

Amadeus


«Em Amadeus, teatro, música e ficção histórica cruzam-se e são muitos os caminhos abertos pelo ímpeto de vingança de um homem, Antonio Salieri (Diogo Infante), compositor da corte austríaca no século XVIII, em relação a Wolfgang Amadeus Mozart (Ivo Canelas).
Amadeus recebeu, em 1981, o Prémio Tony de Melhor Peça de Teatro e, em 1984, foi adaptada ao cinema, com direção de Milos Forman, tendo recebido vários Óscares, entre eles o de Melhor Filme. A estreia da peça no TNDM II marca ainda o regresso aos palcos portugueses do encenador inglês Tim Carroll, que se tem distinguido na encenação operática. O espetáculo conta também com a interpretação de Carla Chambel, João Lagarto, José Neves, Luís Lucas, Manuel Coelho, Martinho Silva, Rogério Vieira, entre outros.»

Mais informação aqui

segunda-feira, setembro 5

Festival Internacional de Teatro Mindelact


« Todos os anos, antes que termine tão almejada festa do teatro, uma equipa de voluntários, por amor à camisola, começa a preparar o próximo festival. Muito se pensa tratar-se de um acto de loucura. Mas não, trata-se de um acto de amor. Amor ao teatro, amor à arte e a esta cidade em que o teatro se manifesta todos os dias por fenómenos diversos, sob o olhar incrédulo de tantos. E, durante vários anos, é com grande orgulho que sacrificamos parte das nossa vidas, para que a magia se faça e perdure.»

Fonte e programação aqui

terça-feira, julho 12

Ele é Voltaire. Ela é Gabrielle Émilie...


"Estava-se na véspera de Ano Novo, em Paris, na noite em que ela mudou a miserável vida dele.”


Ele é Voltaire. Ela é Gabrielle Émilie, Marquesa de Châtelet. Ambos se refugiam numa relação de amor e conhecimento.

Foi sobre esta união histórica que Arthur Giron escreveu e ‘a bruxa TEATRO’ (‘abT’) se propôs a encenar. A estreia está marcada para 14 de Julho, nos antigos celeiros da Epac, à Rua do Eborim, em Évora.

Com Figueira Cid no papel de Voltaire (que assina também a encenação) e Mirró Pereira no papel de Émilie, o novo espectáculo d ‘a bruxa TEATRO’ conta ainda com Marta Inocentes na assistência de encenação, Pedro Fazenda na cenografia e figurinos, João Bacelar na sonoplastia e Henrique Martins no desenho de luz.

Évora, onde o céu é, garantidamente, mais claro, se descobre porque razão ‘Émilie e Voltaire’ prometem uma “chuva de meteoros“! »


[...eu ia já, já! mesmo antes da estreia. almoçava no "1/4 para as 9"; jantava na " tasquinha"; passeava junto ao Templo... e, depois, TEATRO... não é preciso nenhum pretexto para ir a Évora. mas este é um excelente motivo...]

quinta-feira, junho 9

“Belonging”


«“Belonging” toca o lírico e o grotesco, o comovente e o divertido. Move-se entre o real e o fantástico, utilizando criaturas do imaginário das nossas lendas, contos de fadas e mitos urbanos para explorar os nossos mais profundos medos e desejos. Provocador e irreverente, “Belonging” aborda temas intemporais como a perda, o abandono, o rapto, os medos das crianças e o terror dos adultos.»
Aqui

terça-feira, maio 24

Policarpo Quaresma e Lamartine Babo no Teatro São João

«Do outro lado do Atlântico chegam-nos duas criações de Antunes Filho – encenador que participou activamente do movimento de renovação cénica do Brasil desde os anos 1960 – que nos proporcionam um mergulho na cultura e na identidade brasileiras: Policarpo Quaresma, adaptação da obra-prima de Lima Barreto, e Lamartine Babo, espectáculo sobre um dos maiores compositores de música popular do Brasil. Os dois espectáculos tratam, cada um a seu modo, do Rio de Janeiro, cidade que protagonizou decisivas transformações nos costumes e na vida política do Brasil.

Adaptação do romance escrito há precisamente um século por Lima Barreto, um dos mais destacados escritores libertários brasileiros, Policarpo Quaresma projecta-nos contra o pano de fundo da instauração da república no Brasil, no final do séc. XIX. Nele se encena o trágico trajecto de um inesquecível anti-herói da literatura brasileira, personagem erigida em símbolo pela sua devoção à causa nacional. Ao conjugar linguagens como as da commedia dell’arte, do circo, do teatro de revista, das operetas e do cinema dos Irmãos Marx, Antunes Filho transforma a sucessão de decepções desse Quixote brasileiro num viscontiano ballet cénico, imageticamente transbordante.
Por seu turno, Lamartine Babo é um “musical dramático” – e artesanal, nos antípodas dos plastificados musicais de franchising. Encenado por Emerson Danesi, companheiro de estrada de Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral, o espectáculo é atravessado pelas canções do compositor carioca Lamartine Babo, ícone de criatividade e irreverência, célebre pelas suas marchas carnavalescas e pelos hinos compostos para clubes de futebol.
Com Policarpo Quaresma e Lamartine Babo, Antunes Filho aprofunda a vasta investigação sobre a identidade brasileira iniciada com o já lendário Macunaíma, espectáculo de 1978 que marcou um ponto de viragem na cena teatral do Brasil. E perfaz a sua trilogia dedicada ao Rio de Janeiro, iniciada com A Falecida Vapt-Vupt, encenação da “tragédia carioca” de Nelson Rodrigues que o TNSJ apresentou em 2009.»
Fonte: AQUI
 
[...obrigada Philippe...]

segunda-feira, maio 9

Teatro versus Argentina


[...pretextos não faltam...desta vez, em Dezembro...]

quinta-feira, abril 14

A Short History of Crying


«A Short History of Crying é uma exploração da fenomenologia das lágrimas, abordando temas como a memória, a emigração e a morte. Ao longo da história, o acto de chorar tem estado ligado a concepções culturais de género, idade e classe social, e tem sido entendido como uma forma comum de linguagem não verbal, por meio da qual comunicamos emoções complexas e muitas vezes contraditórias. Nas culturas ocidentais, chorar é geralmente considerado um acto íntimo e privado. Mostrar emoções em público reveste-se de um carácter anti-social, revelando fraqueza ou falta de autodomínio. Só recentemente, com a emergência dos “reality shows” e da cultura confessional, o sofrimento privado passou a ser um espectáculo público. Hoje em dia, partilhar as emoções com milhões de espectadores é não apenas tolerado como até encorajado enquanto método terapêutico e uma lucrativa forma de entretenimento de massas. Depois de Will You Ever Be Happy Again?, Sanja Mitrović questiona nesta sua mais recente criação os mecanismos sociais e culturais ligados à exibição pública de emoções. Confrontando testemunhos pessoais com cenas icónicas da cultura contemporânea, e apresentando o material resultante de uma viagem de pesquisa pelos Balcãs e os Países Baixos, esta “stand-up tragedy” examina o modo como as emoções se manifestam em diferentes situações e as razões que nos levam a exprimi-las publicamente».

segunda-feira, abril 11

As três irmãs

domingo, março 27

Vamos ao teatro?



[...hoje e sempre. amén...]

sexta-feira, janeiro 21

...a não perder...

Alguém me explica como é que uma coisa destas só está em cena três dias?
Na verdade, amei [amo] o livro.
E adoraria ver a peça. Tomara que arranje bilhete!

segunda-feira, outubro 18

Curso de Teatro

[para quem gosta do palco. e mesmo para quem não gosta... o mais importante é aprender coisas com o João Negreiros. a não perder]

sexta-feira, setembro 24

A Gaivota - no Teatro Nacional S. João


«O encenador Nuno Cardoso optou por não ter protagonistas: todos os actores contam a história. Até 3 de Outubro, no Porto.

"Medvedenko ama Macha, que ama Tréplev, que ama Nina, que ama Trigórin, que ama Arkádina, amará e deixará de amar Nina, a qual apesar disso continuará a amá-lo. Até o Velho Sórin confessa a sua paixão por Nina. E há também Polina que ama Dorn, sendo esposa de Chamráev." Partindo deste enleado novelo amoroso, Anton Tchekhov criou a peça A Gaivota, que o Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, estreia hoje, às 21.30, e na qual mais do que as questões de coração das dez personagens, o autor reflecte sobre a prática artística, num texto que exibe uma actualidade estonteante, apesar de escrita em finais do século xix.

Este é um autor muito caro ao encenador Nuno Cardoso, "pela empatia que se sente na sua escrita, pelos defeitos da condição humana". "A Gaivota é muito especial porque consegue sintetizar uma história que tem todas as características do olhar clínico de Tchekhov sobre a condição humana e a sociedade, com uma reflexão absolutamente sintética e elegante sobre o que é o acto de fazer arte", explica Nuno Cardoso, que dirige esta co-produção do Ao Cabo Teatro e TNSJ, e ainda do Centro Cultural Vila Flor, Teatro Aveirense e Teatro Maria Matos, salas onde a peça será também apresentada.

Sem protagonistas - "a equipa de actores é que conta a história, não há papéis principais" -, toda a acção desenrola-se junto ao "lago enfeitiçante", cenário que assume um papel determinante em toda a trama, que releva a ligação do artista com a vida e a ligação do homem com a realidade.

Cristina Carvalhal, João Castro, João Pedro Vaz, Jorge Mota, Maria do Céu Ribeiro, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Luís Araújo, Micaela Cardoso e Paulo Freixinho estarão em cena no TNSJ até 3 de Outubro.
Pedro Vasco Oliveira
Fonte: aqui
[eu vou...]

terça-feira, setembro 7

Um eléctrico chamado desejo

[clicar na imagem para aumentar]

«A peça – que é já um clássico da dramaturgia do século XX e legitimou Tennessee Williams (1911-1983) como um dos maiores autores norte-americanos – retrata o confronto entre os valores tradicionais dos Estados norte-americanos do sul e o materialismo agressivo da América moderna.

A história é conhecida e tem sido profusamente encenada: Blanche Dubois, uma frágil e solitária mulher sulista que perdeu já o fulgor da juventude e tudo o resto que tinha, vai visitar a irmã, Stella (Lúcia Moniz), que vive num bairro pobre de Nova Orleães, acabando por entrar em confronto com o marido desta, Stanley Kowalski (Albano Jerónimo), um homem rude que lhe provoca simultaneamente desejo e repulsa.

Encenada por Diogo Infante, director artístico do D. Maria II, Alexandra Lencastre volta a pisar um palco após 12 anos de ausência, vestindo a pele de uma mulher de meia-idade, uma mulher em queda, que não quer ser exposta à luz «impiedosa» das lâmpadas e que afirma: «Eu, às vezes, digo umas mentirinhas. Mas afinal de contas, o encanto de uma mulher é 50 por cento de ilusão (…) Eu não quero realismo, quero magia. Às vezes, falseio um bocadinho a verdade, digo o que deveria ser a verdade».

Sobre a escolha da actriz para protagonizar esta peça, diz Diogo Infante que «era a personagem ideal» na altura certa.

«A Blanche é certa para a Alexandra, porque ela está numa fase da vida, como mulher e como actriz, em que atingiu um ponto de maturidade que lhe permite enfrentar uma personagem com a dimensão da Blanche, uma dimensão quase mítica, porque é uma personagem riquíssima, cheia de matizes, de contrastes, de ambiguidades e que só uma atriz com perfeito domínio da sua técnica e do seu ‘métier’ é que pode atacar de uma forma segura», defendeu.

«Tratou-se de conciliar duas vontades: por um lado, proporcionar à Alexandra um texto e uma personagem que a desafiasse e, por outro lado, eu poder rever um autor fantástico», disse o encenador.

Os atores José Neves, Paula Mora, André Patrício, Estêvão Antunes, Marques d’Arede e Sofia Correia completam o elenco desta peça, que estará em cena na sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II até 31 de Outubro, de quarta-feira a sábado às 21h30 e ao domingo às 16h.»

Fonte: Lusa / SOL
[mais uma "coisa" para rumar a sul :)]

quarta-feira, agosto 4

Prémio revelação


«O espectáculo "Contos em Viagem – Cabo Verde", apresentado pelo Teatro Meridional (Portugal), recebeu o Prémio Revelação 2010 do Festival de Teatro de Língua Portuguesa (Festlip), realizado no Rio de Janeiro.


O Festlip, organizado pela Talu Produções e pelo SESC (Rio de Janeiro), reuniu, na sua terceira edição (de 14 a 25 de Julho), espectáculos dos oito países da CPLP-Comunidade dos Países da Língua Portuguesa.

"Contos em Viagem – Cabo Verde" foi escolhido pelo público para receber o prémio de revelação. “Este foi o segundo espectáculo do Teatro Meridional realizado no âmbito do projecto Contos em Viagem, que visa criar vários espectáculos com base no universo literário de cada um dos países da Lusofonia”, detalha a companhia em seu site oficial.

A obra retrata o arquipélago por meio de fragmentos de histórias e poemas encenados em português e crioulo. Com encenação de Miguel Seabra, dramaturgia de Natália Luiza e interpretação de Carla Galvão e Fernando Mota, o espectáculo reúne textos de diversos autores cabo-verdianos.

Com 34 produções em seu currículo, o Teatro Meridional é um grupo português “vocacionado para a itinerância”. O espectáculo galardoado teve sua estreia em Cabo Verde, em 2007, durante o Festival Mindelact.»

quarta-feira, maio 19

Homens de Escabeche


O título, à partida, sem mais, faz-me sorrir. No entanto, o e-mail da minha Marta, diz assim: «Queridas amigas: ontem fui à estreia da peça "Homens de Escabeche", no Teatro Campo Alegre. Aconselho-vos a ir ver, é muito bom. Bj Marta
PS. levem um pacote de kleenex (dois, no caso da Marta V.)»

Não há melhor "publicidade" do que o passa a palavra, realmente...apesar de eu não ficar muito bem na fotografia, não resisti à " [in]confidência".
E se a Marta M. gostou e recomenda, para mim está validado.
Ora, então, quem vem comigo ao teatro? :) ;)

sexta-feira, maio 7

Mulher Mim


Mulher Mim de Rafaela Santos estará amanhã no palco da escola Oliveirinha, Carregal do Sal, às 21.30 horas. A primeira produção Magnólia Teatro decorre no âmbito do festival Palco para Dois ou Menos.
Depois, dia 4 de Junho, é a vez do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, receber a peça.
[«Magnólia Teatro, Companhia Profissional de Teatro, apresenta, com Mulher Mim, a primeira produção. Fundada em 2009, na região de Viseu, no âmbito da Amarelo Silvestre – Associação Cultural, a Magnólia Teatro pretende afirmar-se numa perspectiva de continuidade da actividade performativa, com o fito da dinamização de espaços convencionais e não convencionais, urbanos e rurais. A direcção artística da Magnólia Teatro é assegurada por Rafaela Santos.»]
imagem: Luís Belo

quinta-feira, março 18

Pigmalião e Galateia


«O Teatro Oficina, em colaboração com o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, promove este projecto de criação, onde arte e ciência, teatro e tecnologia se unem para contar uma história, transformando a ficção científica de ontem no modo de representar hoje a realidade. Três cidades unem-se para contar uma história, onde recorrendo à literatura que construiu a civilização que somos hoje, fazemos um texto novo, que fala exactamente daquilo que nos interessa no teatro, a criação do humano.
Este espectáculo é uma variação sobre a história de Pigmalião e Galateia, contada pelo Ovídio nas “Metamorfoses”: o escultor solitário e esteta que constrói uma estátua da mulher perfeita, se apaixona por ela, e a vê depois transformada numa mulher real. Através do mito de Pigmalião é explorada a ideia da “invenção do feminino”. Partindo-se do Ovídio, e das várias traduções portuguesas e estrangeiras, fazendo da estátua um programa de computador e da Galateia um holograma. Já com Galateia materializada em pessoa, contesta-se a ideia de “mulher perfeita” perguntando-se porque é que a mulher há-de continuar a ser “inventada” pelo homem, em vez de ter o mesmo grau de realidade do homem. Do lirismo da homenagem ao mito, se caminhará para a crítica e ironia.»
Texto: Pedro Mexia Encenação: Marcos Barbosa Cenografia: Ricardo Preto Figurinos: Susana Abreu Desenho de luz: Pedro Carvalho Som e música: Sérgio Delgado Elenco: Diana Sá e Emílio Gomes Produção executiva: Teatro Oficina
A ver no Theatro Circo, em Braga. Hoje, amanhã e depois. Mais informação AQUI.