domingo, dezembro 29

Talentos



...chá de Natal...e os cup kings - mini bolos rei - que a minha mana fez! ela tem talentos. tem talento para a cozinha, para os detalhes e para nos fazer felizes...

Dos livros no sapatinho

 
Ler aqui: ocorvo.pt/2013/11/09/ulisses-um-conto-de-jorge-listopad
 
 

+ café para acordar + um bocadito


Dos filmes a rever

Até os cacifos...



Cacifos Solidários na cidade de Lisboa

uma iniciativa da Associação Conversa Amiga

 
Com quase sete anos de experiência acompanhando, no terreno, pessoas sem-abrigo, e ouvindo as suas opiniões e necessidades, a Associação Conversa Amiga resolveu criar os cacifos solidários, uma ideia apoiada por aquelas pessoas que acreditam que esta iniciativa terá um impacto positivo na sua vida.



O projeto consiste na produção e implementação de cacifos públicos cujos destinatários serão as pessoas sem-abrigo da cidade de Lisboa. Estes equipamentos visam permitir aos utentes do projeto guardarem os seus pertences de forma segura e digna.

 

A organização para além de colocar o projeto piloto a funcionar em Lisboa, quer expandi-lo para outras cidades. Se quiser conhecer a opinião dos beneficiários pode ver o vídeo no seguinte link:

 
Ou visite o site: http://acamiga.wix.com/aca-pt

O que a gente não pode mesmo


A tarde pede música


Obrigada!



...obrigada aos que permanecem. obrigada aos que me escreveram. Obrigada! Muito obrigada.

Das árvores que tanto me dizem


Para memória futura


...para não esquecer nunca o dia 29 de Julho de 2013. Para memória futura.

António Lobo Antunes forever... sim, tipo tatuagem


Trata-as em diminutivo, assim por cima do ombro, as crónicas, "uns contitos", fragmentos, "aguarelazitas", "esboços", "fantasias", "palavrinhas", "pequeninos nadas", "piscinas para crianças" com água pela cintura e onde nunca se perde o pé. E, no entanto, é nas suas crónicas que tantas vezes António Lobo Antunes se revela e expõe de uma forma tão íntima - a ele e a nós, nos nossos pequenos devires de inseto, sempre a formigar na mesquinhez dos dias. 
Mais velho de seis irmãos - gosta de se dizer "filho mais velho de dois filhos mais velhos" -, António Lobo Antunes lembra-se de quando eram pequenos: adoecia um, adoeciam todos. E o pai, "um pai muito pouco ternurento", médico anatomopatologista, ia até ao quarto dos seus rapazes, sentava-se numa das camas e lia-lhes poesia. Ou fazia com eles um jogo temível. Citava uma frase e eles tinham de acertar em quem a houvera escrito. Ou punha a tocar os primeiros acordes de uma sinfonia para os filhos lhe adivinharem a autoria. A VISÃO propôs a um dos escritores maiores da literatura mundial o mesmo jogo, um pouco perverso. Lançar-lhe algumas das frases que ele escreveu nas crónicas quinzenais desta revista (coligidas em Quinto Livro de Crónicas) e decifrar-lhe sentidos ocultos, escavar-lhe as profundezas e outros canais subterrâneos. "Isto é muito difícil, porque me faz perguntas e eu não tenho respostas, só ainda mais perguntas. E quando penso que tenho uma resposta, ela transforma-se numa pergunta dentro de mim... E a seguir a essa não resposta vem um vazio angustiado... Eu estou cheio de perguntas e cada vez tenho menos certezas. Penso que os livros vão ficar, mas o que passei nos últimos seis anos [com o cancro e a recidiva], fizeram-me questionar tudo e até estar-me nas tintas para que os livros fiquem ou não". "O que é que me interessa isso, se eu morro." 

Do mesmo filme


Mais filmes


Um beijo só durando todo o tempo que ainda o mundo tem que durar

 
(...) Quem me dera ter a certeza de tu teres saudades de mim a valer. Ao menos isso era uma consolação... Adeus; vou-me deitar dentro de um balde de cabeça para baixo, para descansar o espírito. Assim fazem todos os grande homens - pelo menos quando têm - 1º espírito, 2º cabeça, 3º balde onde meter a cabeça.
Um beijo só durando todo o tempo que ainda o mundo tem que durar, do teu, sempre e muito teu

Fernando (Nininho)

5-4-1920

in Fernando Pessoa & Ofélia Queiroz - Correspondência Amorosa Completa 1919 -1935, pag.81, Capivara, 2013

Das estações...e

 


...de como todas as histórias de amor devem ter uma estação de comboios...

Há três maneiras de ensinar uma coisa a alguém:

Há três maneiras de ensinar uma coisa a alguém:

«Há três maneiras de ensinar uma coisa a alguém: dizer-lhe essa coisa, provar-lhe essa coisa, sugerir-lhe essa coisa. O primeiro processo é o processo dogmático; emprega-se legitimamente ao ensinar coisas sabidas e provadas a criaturas incapazes, por infância ou ignorância, de compreender as provas, se se apresentassem. Assim se ensina gramática às crianças ou aos pouco instruídos, sem entrar em explicações, que seriam inúteis e resultariam frustes, sobre os fundamentos lógicos ou filológicos da gramática.

O segundo processo é o processo filosófico; emprega-se legitimamente para transmitir a pessoas com plena formação mental certos ensinamentos, ou cientificamente assentes mas desconhecidos do discípulo, ou puramente teóricos e que portanto ele tem que compreender em seus fundamentos, para os poder criticar.

O terceiro processo é o processo simbólico; emprega-se legitimamente para transmitir a pessoas com plena formação mental ensinamentos que exigem a posse de qualidades mentais superiores ao simples raciocínio, e o símbolo é dado para que essa pessoa, recorrendo ao que nela haja de embrionário dessas qualidades, ao mesmo tempo as desenvolva em si e vá compreendendo, por esse mesmo desenvolvimento, o sentido do símbolo que lhe foi dado.
O primeiro processo dirige-se à memória e chama-se ensino; o segundo à inteligência e chama-se demonstração; o terceiro à intuição. A este terceiro processo chama-se iniciação.»

s.d.
In «Pessoa por Conhecer – Textos para um Novo Mapa» . Teresa Rita Lopes. Lisboa: Estampa, 1990.

Is another story