quinta-feira, março 29

Viver é...

terça-feira, março 27

Para celebrar o Dia Mundial do Teatro



« "O Cerco a Leningrado" chega hoje ao Teatro Rivoli, onde fica até 1 de Abril. É a oportunidade de os portuenses celebrarem os 70 anos de carreira de Eunice Muñoz., protagonista ao lado de Maria José Paschoal. A peça conta a história de duas mulheres que se fecham dentro de um teatro em ruínas para impedir que este encerre. Trata-se de uma histórica verídica que aconteceu na Argentina dos anos 80 e inspirou o espanhol José Sanchis Sinisterra.»


Bilhetes aqui

segunda-feira, março 26

É Primavera, agora, meu Amor!




É Primavera agora, meu Amor!

O campo despe a veste de estamenha;

Não há árvore nenhuma que não tenha

O coração aberto, todo em flor!




Florbela Espanca in Antologia Poética, *Kalandraka, 2011

imagem: Joana Rêgo



*para assinalar o Dia do Livro Português

domingo, março 25

a noite pede música



Anda comigo ver os aviões levantar voo
A rasgar as nuvens
Rasgar o céu

Anda comigo ao porto de Leixões ver os navios
a levantar ferro
a rasgar o mar
....................................................................

Jeux d'amour

Nocturno Indiano


"As personagens de Nocturno Indiano fascinam e suscitam a curiosidade no leitor por serem “estranhos de passagem”. Isto é, são enigmáticas, intrigantes por anteciparem no leitor indiscreto o prazer da descoberta , pela adrenalina que faz intuir o perigo, pelo contacto com o desconhecido, que implica sempre alguma dose de risco. Desde o momento em que entramos num táxi e mergulhamos no trânsito ca...ótico de Bombaim, ao franquear a porta do antro da pensão-bordel na mesma cidade, passando pelo estranho encanto da dupla que envolve uma belíssima criança, de olhos delineados a Khôl, acompanhada por um sibilino anão, que dita uma estranha profecia ao protagonista, o leitor é constantemente confrontado com situações que o deixam e suspenso. O mesmo adivinho é quem fornece ao narrador e ao leitor, de forma críptica, a chave do enigma, que só se consegue desvendar já depois de concluído o percurso, no epílogo, e de forma totalmente surpreendente."


Claudia de Sousa Dias in Há Sempre um Livro

porque sim



... porque morreu António Tabucchi...

SPIN EXPO/12

Mais informação em: http://porto.ucp.pt/spinlogic

...um passeio...


...e agora, um passeio de bicicleta. só que pela margem direita do meu rio Douro...

Onda de arte chega em Copacabana



Leila Pugnaloni inaugura exposição individual no Rio de Janeiro

A exposição "Onda", da artista visual Leila Pugnaloni será inaugurada na galeria Colecionador, no dia 12 de abril, as 19h. Sob a curadoria de Marco Antonio Teobaldo, a mostra é dividida em duas partes distintas: uma seleção de desenhos e um conjunto de pinturas da série "Módulos de luz", em que a arti...sta trabalha com as questões de volumes tridimensionais e o reflexo das cores sobre as áreas vazias. Com mais de 25 anos de experiência na orientação de desenho de figura humana, a artista exibe pela primeira vez trabalhos em que poucas linhas e precisas definem os corpos e silhuetas, às vezes de forma minimalista. "O meu trabalho é autobiográfico", revela Leila Pugnaloni ao se referir ao resultado alcançado.

Paralelamente aos seus desenhos, a artista vem produzindo um trabalho em pintura elogiado no passado por Paulo Leminski, Paulo Herkenhoff, Tadeu Chiarelli, dentre outros. Influenciada por Volpi, Tarsila do Amaral e pelo Concretismo, criou um estilo próprio que reflete o seu pensamento sobre a questão urbana contemporânea. Esta inquietação fez com que a artista trouxesse a sua pintura para outro planos fora do limite imposto pelas telas, afirma Teobaldo. "Onda" é o titulo de de uma das obras apresentadas nesta exposição, em que Leila Pugnaloni trabalha o movimento modular de sua pintura. Seus trabalhos poderão ser vistos na galeria Colecionador de 12 de abril a 16 de junho. A galeria tem o propósito de formar um novo público de colecionadores e estimular a compra de de obras de arte a preços acessíveis, conforme informa o galerista e organizador da exposição Ludwig Danielian.

ONDA - Leila Pugnaloni
Curadoria: Marco Antonio Teobaldo
de 12 de abril a 16 de junho de 2012
Galeria Colecionador
Shopping Cassino Atlântico- Avenida Atlantica, 4240, loja 224 , Copacabana
Rio de Janeiro (RJ)

imagem: Leila Pugnaloni

sábado, março 24

Jantar romântico...

sexta-feira, março 23

a noite pede música

O meu amor não cabe num poema




O meu amor não cabe num poema – há coisas assim,


que não se rendem à geometria deste mundo;

são como corpos desencontrados da sua arquitectura

ou quartos que os gestos não preenchem.


O meu amor é maior que as palavras,e daí inútil

a agitação dos dedos na intimidade do texto

- a página não ilustra o zelo do farol que agasalha as baías

nem a candura da mão que protege a chama que estremece.


O meu amor não se deixa dizer – é um formigueiro

que acode aos lábios como a urgência de um beijo

ou a matéria efervesente dos segredos; a combustão

laboriosa que evoca, à flor da pele,vestígios


de uma explosão exemplar: a cratera que um corpo,

ao levantar-se, deixa para sempre na vizinhança de outro corpo.

O meu amor anda por dentro do silêncio a formular loucuras

com a nudez do teu nome – é um fantasma que estrebucha

no dédalo das veias e sangra quando o encerram em metáforas.


Um verso que o vestisse definharia sob a roupa

como o esqueleto de uma palavra morta. Nenhum poema

podia ser o chão da sua casa.


Maria do Rosário Pedreira

"Verdade ou consequência"

porque sim

quinta-feira, março 22

Era o mundo feito abecedário. Muito nosso.




[...] Outras vezes, a minha mãe recebia cartas que já tinham andado de avião, antes de viajarem na bicicleta do Senhor Mário. Eram azuis, um azul claro, bordado a vermelho a toda a volta. Faziam-me pensar, essas cartas que atravessavam nuvens para chegar.[...]

[...] Desde miúda que as cartas - todas as cartas – me seduzem. Quando comecei a recebe-las, dirigidas a mim, percebi o porquê da minha intuição. Era o mundo feito abecedário. Muito nosso.

imagem: Tiago Taron

a noite pede música

...you made my day, Maria!


 ...com sol, logo pela manhã, atravessei a infância. fui à procura de um lago, peixes vermelhos e tangerinas. Para te ler em silêncio. muitas vezes. obrigada. tanto tanto.

[eu não acredito nessas coisas mas os dias 22 são os meus dias de sorte. nos dias 22 acontecem-me sempre coisas muito importantes]

...quase, quase...



...já só falta o E! para que me esqueça do teu nome. e possa partir.

Use your Library...

quarta-feira, março 21

porque sim



...porque é a minha querida Leila Pugnaloni!
Porque esta é a primeira vez que ouço a sua voz!
Porque temos uma história. Porque a Leila e os seus desenhos são uma fonte de inspiração...porque...sim.

A paixão inventiva é tanto do literato como do filósofo

[...]

3. A paixão inventiva é tanto do literato como do filósofo


A literatura não é uma essência escondida sob o texto dito literário, como ficou dito. Então o que é? É uma invenção. Eis um termo importante para a desconstrução. A literatura é algo produzido, fabricado, por um determinado escritor, dentro duma determinada cultura, num determinado momento histórico. Essa fabricação não é feita a partir do nada mas a partir das possibilidades inscritas na linguagem, numa determinada linguagem. Há dois tipos de invenção: a invenção técnica e a invenção impossível. O homem, o único ser capaz de inventar, tem sido, ao longo da sua história, um inventor de dispositivos técnicos, de artefactos, dos mais variados objectos para o seu proveito, divertimento ou utilidade. Aproveitando, por um lado, as possibilidades inscritas na matéria e, por outro lado, o seu progressivo conhecimento das leis de funcionamento desses materiais e dos elementos que os constituem, tem sido possível trazer à manifestação as mais variadas descobertas. Estas invenções não são mais do que um ‘dar-se conta’ de potencialidades que estão aí no já dado pela natureza. Em linguagem aristotélica, são uma passagem da potencialidade à actualidade. A invenção técnica cabe perfeitamente dentro do conceito de imitação (mimesis), uma vez que supõe uma expansão a partir de algo anterior. Mas, para além desta invenção ‘verdadeira’, há um outro tipo de invenção que interessa particularmente a J. Derrida: a invenção ‘falsa’ ou impossível. A invenção literária pertence a este tipo. Para o escritor, não há limites para a sua capacidade inventiva: ele pode inventar seres extraordinários, mundos perfeitos, coisas absolutamente impossíveis de acontecer no mundo ‘real’. O Adamastor é uma invenção de Camões; os Bichos são uma invenção de Miguel Torga; a Viagem à Índia de Bloom, é uma invenção de Gonçalo M. Tavares. No entanto, quer na invenção técnica, quer na invenção fabulosa, há algo em comum: uma e outra supõem a introdução abrupta de uma instabilidade dentro do possível, uma quebra da regra, da ordem estabelecida, da linha horizontal sobre a qual acontecem as coisas. Na invenção algo cai verticalmente, algo é interrompido para abrir espaço a um facto novo. A ordem do possível é abalada e a previsibilidade surpreendida. Por isso não há método para a invenção. A invenção não pode ser preparada nem dirigida. A invenção acontece fruto do acaso e dum salto mortal entre aquilo que se pode esperar duma investigação paciente, por exemplo, e aquilo que vem (invenire) sem ser esperado. O invento não é o que resulta das ‘condições de possibilidade’ para o acontecer de determinada coisa, mas aquilo que se abate imprevistamente, fortuitamente, sobre a normalidade do acontecer. Não se pode programar uma invenção porque ela é mobilizada por uma impossibilidade. O impossível, neste sentido, não é o contrário do possível, a face oculta do possível. É a interrupção do possível ou, dito doutro modo, o rompimento das fronteiras do possível. A invenção duma estória, duma fábula ou dum verso representa um golpe desferido sobre o possível, o já sabido ou imaginado, o expectável e previsível. Mas reparemos: não é só na invenção literária (‘falsa’) que entra em jogo o fabuloso, o fantástico e o poético. Também a invenção do parafuso, da máquina a vapor, do antibiótico ou da internet introduziram sobre a vida humana uma poética assombrosa.

[...]

Nuno Higino in "Entre Filosofia e Literatura: responsabilidade infinita"

por vezes



por vezes pousam pássaros de fogo nos meus ramos


e eu digo:

chove a última rosa em novembro

Maria Azenha

imagem: Cecília Murgel

porque sim

Traços que inspiram

Ciclos de Música e Poesia


Ciclos de Música e Poesia 27 de Março, 21h30

Terceiro concerto e recital pertencentes aos Ciclos de Música e Poesia de 2012, com João Xavier, piano, seguidamente o Recital de Poesia "4-3-3" com apresentação de Isaque Ferreira e convidado João Ricardo Pateiro.

+ info aqui

A esta luz...


«Em testamento e preparando-se para a sua viagem no navio de espelhos, Mário Cesariny quis deixar à Fundação Cupertino de Miranda, todo o seu espólio artístico e documental.


A exposição que encerra no próximo de 30 de Março pertence à Colecção da Fundação e foi dedicada à vida e obra plástica de Mário Cesariny. Poderá fazer ainda a marcação para uma visita orientada através do e-mail: museu@fcm.org.pt

Para mais informações contatar:
Fundação Cupertino de Miranda
Praça D. Maria II
4760-111 Vila Nova de Famalicão
Tel.: 252 301 650
Fax: 252 301 669 e-mail: geral@fcm.org.pt
http://www.fcm.org.pt/

terça-feira, março 20

Um dia mais cedo...

 
«O alinhamento dos astros, neste caso o Sol e a Terra, determina que hoje o dia fica marcado pelo início da Primavera. A estação associada ao fim do frio e início dos dias mais longos começa um dia mais cedo do que se aprendia na escola devido ao equinócio que divide o dia e a noite em partes iguais. Mas este ano, a estação das alergias chega atrasada em relação ao calor e à seca, já com efeitos graves na agricultura nacional: desde Fevereiro que todo o território continental está em seca severa ou seca extrema. A ministra da Agricultura já anunciou um pacote extra de 50 milhões de euros para apoiar os agricultores, mas a Confederação Nacional da Agricultura considerou ontem que as medidas não são suficientes. Entre vantagens e desvantagens, o i deixa-lhe um guia para lidar com a Primavera».
 
Fonte: aqui

Pensar é já não sentir




Tome lá, minha menina,

O ramalhete que fiz.

Cada flor é pequenina,

Mas tudo junto é feliz.


Teu vestido, porque é teu,

Não é de cetim nem chita.

É de sermos tu e eu

e de tu seres bonita.


Andorinha que vais alta,

Porque não me vens trazer

Qualquer coisa que me falta

E que te não sei dizer?


Água que passa e canta

É água que faz dormir...

Sonhar é coisa que encanta,

Pensar é já não sentir.

 
Fernando Pessoa


imagem: Primavera, revista Portucale, n.º 7-9, janeiro-junho 1947



A criatividade não está em crise

«A Feira do Livro Infantil de Bolonha, a mais importante a nível internacional para profissionais, arranca hoje em Itália e tem como país convidado Portugal. Depois da desistência da Austrália, Portugal assume lugar de destaque numa das mais importantes montras a nível editorial. O programa inclui mesas redondas com ilustradores portugueses, lançamento de livros, um stand com quase 150 livros infantis “made in Portugal” e uma exposição com trabalhos de 25 ilustradores. [...]

Fonte: aqui

segunda-feira, março 19

...if it is important to you...

...enquanto tudo acontece...


...recordo uma janela, do lado de dentro de nós.

a noite pede música

...jamais perder este autocarro...

AS MULHERES NAS ESTRELAS DE ALCATRÃO



As mulheres conhecem-se pelo andar. Não é a velocidade

dos saltos ou a idade tardia com que chegam ao café.

Depois dos raios cruzarem os ares e a rua estar deserta

elas abrem as portas e lançam centelhas pelos poros

fêmea até depois dos cem. Quando são avós as mulheres inventam

mimos como uma equação puramente matemática,

porque o amor das mulheres é rigoroso até à infusão de frutos,

ou folhas de tília a florar a próxima aventura da netinha.

Já todas nos sentimos assim, amadas até ao infinito

e sem saber o que fazer com ele. É por isso que as bolsas

das mulheres são a terra do nunca com um final feliz,

quando encontram a chave e o batom e abrem as portas

de vermelho em sangue nos lábios com que beijam a vida

e o chocolate. Sabemos que são elas pelo andar

e não está em causa se é chato o pé ou as pernas tortas.

Se as conhecemos tão bem é porque estão longe da perfeição

e ao falarem dela riem-se da coxa enfeitada de celulite

quanto baste para escapar ao fotoshop. Se o andar

as distingue é porque caminham com sorriso de ave

nos olhos da gente que ao passar recebe bolinhos da avó

ou uma sopa quente. As mulheres dependem da estação do ano

na temperatura com que se dão, dependem dos comboios

e das bicicletas porque o andar é inefável de ténis ou muletas.

Quando as mulheres se cruzam entre duas ruas não sabem de si,

da raça inconfundível que geram a dançar ou coxear,

da fusão dos meteoros no seu ventre de mãe ou de bebé,

porque o umbigo das mulheres é mesmo o centro do mundo

e lá no meio há um círculo de bondade a abrir como se fosse

um descapotável e elas uma noite de verão, ou só de estrelas.

Há uma linha directa entre o andar e o calor do ventre.

É por isso que o colo das mulheres é valioso como uma estrela

e se reflecte no andar para que todos saibam que são elas,

as mulheres, e rebentem o desemprego e o desamor,

a escavar o amanhã e o depois num país sem tréguas.

Rosa Alice Branco

imagem: Fernando Campos

Fados no Porto


Noites de Fado

...angariação de fundos para ajudar o Grupo de Ação Social do Porto...

quinta-feira, março 15

a noite pede música

terça-feira, março 13

"Temos de dar um salto civilizacional"


[Maria Joaquina Madeira]

Alentejana dos “quatro costados” não sabe explicar bem porque tem, todos os anos, de regressar ao Minho e, por lá, recarregar energias que, “talvez, não sei ao certo, aquele verde intenso ajude a repor”. E intensidade, determinação, uma atenção acutilante à realidade que a circunda não faltam à coordenadora do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.


Maria Joaquina Madeira, 65 anos, garante que, apesar da diferença geracional entre ela e o ministro da Solidariedade e Segurança Social, o diálogo e o trabalho estão em perfeita sintonia. Diz que são uma “boa prática, daquilo que este Ano Europeu também defende: diálogo e solidariedade entre gerações". De Maria Joaquina Madeira, Pedro Mota Soares, 37 anos, disse, durante o discurso de abertura do Ano Europeu, a 28 de Fevereiro, que “a sua ação, determinação e experiência são garantia de que Portugal saberá aproveitar este 2012”, acrescentando que a coordenadora “é uma pessoa incontornável na área social, com provas dadas e uma experiência transversal que será capitalizada no desenrolar deste Ano Europeu, nas suas diversas frentes”.

Doroteia, nos tempos de colégio, Maria Joaquina Madeira revê-se na rebeldia e no secretismo do “Clube dos Poetas Mortos”, um dos seus filmes de eleição. De resto, aprecia quem sobe para cima da mesa e se dispõe a ver as coisas noutra perspetiva.

Partilha algumas ideias de “Saberes e Pilares para a Educação do Século XXI”, de Edgar Morin, que tem na mesa-de-cabeceira, mas o seu pragmatismo e a atual conjuntura levam-na a citar Peter Druker, que, nos últimos 50 anos da sua carreira, deu grande atenção à transição histórica do trabalho industrial para o trabalho do conhecimento.

A FOCUSSOCIAL subiu a uma mesa e conversou com Maria Joaquina Madeira. Para ver o Ano Europeu numa outra perspetiva. A sua.

Pode ler-se a entrevista aqui

segunda-feira, março 12

a noite pede música

quarta-feira, março 7

...tropeçaram e bateram em cheio na maçaneta da porta...


«De acordo com as Estatísticas/Relatório Anual 2011, elaboradas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 19 mulheres por dia foram vítimas de violência doméstica em Portugal, no ano passado. No total foram registados 15.724 crimes de violência doméstica contra as mulheres.


Num momento em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a APAV assinala que a mulher continua a ser a principal vítima de todos os tipos de crime, com 80% dos crimes praticados contra o sexo feminino. O autor do crime é predominantemente do sexo masculino (78%).

Traçando o perfil da vítima de crime, com base nos dados recolhidos pela APAV, verifica-se que: a vítima é mulher; tem entre os 35 e os 40 anos ou mais de 65 anos; é portuguesa; é casada; tem a sua família nuclear com filhos; trabalha por conta de outrem e reside nas grandes cidades.

Na área da violência doméstica verificaram-se mais 505 factos criminosos ao nível dos maus tratos físicos, relativamente a 2010; mais 427 factos nos maus tratos psíquicos; mais 55 factos criminosos no homicídio tentado e mais 5 mortes por homicídio consumado do que em 2010.

A APAV tem tido um papel determinante ao nível do apoio directo à vítima de crime, mas também na prevenção do crime, anterior à vitimação. Essa resposta tem-se traduzido na qualificação dos profissionais que prestam apoio às vítimas de crime, e na sensibilização do público em geral para essas temáticas.

Ao longo de 2011 a APAV realizou 421 acções de sensibilização sobre os temas da violência no namoro, violência doméstica e violência nas escolas, que envolveram 19.624 participantes».


Fonte: aqui

"e-storias d'igualdade"



 "Que Género de cultura?"// Guimarães, 8 de Março às 21 horas

Muitos convidadas/os das áreas da cultura e da comunicação, para discutir, entre outras questões, o impacto das representações culturais na consolidação ou na eliminação de estereótipos de género.
O debate é moderado pela jornalista Sofia Branco.
«Esta é a primeira de uma série de seis tertúlias, a decorrer na região Norte, com as quais se pretende contribuir para o debate sobre o papel das mulheres e dos homens na sociedade e para a desconstrução dos estereótipos de género, nomeadamente os que são veiculados através das mensagens jornalísticas e publicitárias. Esta iniciativa está integrada no projecto "e-storias d'igualdade", uma iniciativa da ACEP - Associação para a Cooperação Entre os Povos».

terça-feira, março 6

a noite pede música



...é, talvez, das mais repetidas aqui...eu sei ;)

Ora anotem, aí na agenda, por favor...


Osvaldo Manuel Silvestre e Rui Manuel Amaral lêem os "Crimes Exemplares", de Max Aub.
Próximo sábado, 10 de Março, pelas 17h00, no Gato Vadio (Rua do Rosário, 281, Porto).

 "Crimes Exemplares", de Max Aub (1903-1972), é uma colecção de contos curtos, secos e directos, por vezes muito violentos, outros com uma certa beleza poética e galhofeira, e que correspondem a confissões feitas por quem praticou um crime contra a vida de alguém. Uma das grandes obras-primas do humor negro.

Uma antecipação aqui

Conoscenza





{o teu reconhecimento é a tua dependência},

não o deixes passar da fase da costura.

surge. insurge. inespera.

adquire expressões através do

eco difuso dos vegetais, coloca-te

nas ranhuras da madeira.

há uma vida imprópria algures.

pode não ser como aquela que espera

na plumagem de uma memória

por antecipação, mas protege o silêncio

e não deixa coagular o sangue.

{o teu reconhecimento é a tua dependência},

e quanto mais o memorizares

mais afastado estarás

dos lados obtusos de quem te deseja habitar

e da semêntica temporal

das pessoas que te pedirão um

poema bonito,

e nada pior do que escrever

um poema bonito.


Sylvia Beirute in Uma Prática para Desconserto, 4 águas, 2011

porque sim

Alexandre Herculano em BD

Entre 6 e 30 de Março, está patente no Instituto Portugês da Juventude (IPJ) de Viseu, uma exposição de banda desenhada intitulada “2.º Centenário do Historiador e Escritor Alexandre Herculano”.


«Alexandre Herculano (aliás, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo), nasceu em Lisboa a 28 de Março de 1810 e faleceu em Vale de Lobos a 13 de Setembro de 1877. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.
Da grandeza da sua vida e obra não nos compete aqui falar agora, mas apenas da sua conotação à Banda Desenhada, pois vários textos seus foram adaptados à 9.a Arte, a saber:
«A Abóbada», por Fernando Bento, José Batista (Jobat) e Victor Mesquita; «O Bobo», por José Ruy, editado em álbum pela Editorial Notícias; «A Morte do Lidador», por Eduardo Teixeira Coelho, publicado na revista «O Mosquito». Há também uma versão por José Garcês; «Eurico, o Presbítero», por José Garcês, publicado na revista «Modas & Bordados», na revista «Falcão» e mais tarde reeditado em álbum pela Futura; «Nuno Gonçalves», por José Antunes, adaptação de «O Castelo de Faria»; «Alexandre Herculano», uma biografia da autoria de Baptista Mendes, publicada no Jornal do Exército; «A Dama Pé-de-Cabra», por José Garcês e Augusto Trigo; a versão de Trigo, onde o próprio Herculano aparece como narrador, está incluída no 2.° tomo de «Lendas de Portugal», pela ASA. Existe também uma versão, de José Pires, que se mantém inédita até hoje; «O Monge de Cister», pelo brasileiro Eduardo Barbosa; publicado em 1954 no n.° 80/ Extra da colecção «Edição Maravilhosa», pela Ebal.; «O Último Combate», por Baptista Mendes, no «Camarada»; «A Morte do Lidador», numa versão de José Pires, publicada no Tintin belga e que será, em breve, publicada pela primeira vez em português no «Alentejo Popular»* e, posteriormente, no «Jornal do Exército». Por fim, e enquanto reuníamos todo o material para esta exposição, tivemos a grata surpresa de sermos contactados por José Ruy que nos enviou algumas pranchas, ainda em esboço, com a biografia (resumida) de Alexandre Herculano. Esta história destinava-se a ser publicada em jeito de preâmbulo na edição de «O Bobo» mas assim não aconteceu e este trabalho, até hoje, continua por concluir. Luiz Beira; In Alentejo Popular (30.09.10/Texto actualizado para esta exposição)».

Mais informação: IPJ de Viseu//232 483 410//email: ipj.viseu@ipj.pt

segunda-feira, março 5

Muita atenção ao próximo 23...


«Coincidindo com o aniversário do nascimento do compositor e intérprete ANTONIO VIVALDI, a 4 de março de 1678, a KALANDRAKA estreia uma nova coleção de Música Clássica, que se inicia com o livro-cd “AS QUATRO ESTAÇÕES”, para aproximar este género do público infantil. A obra estará disponível a partir de 23 de março.»

... :))) ...

domingo, março 4

a noite pede música

sábado, março 3

Agradeço-te...



[...] Agradeço-te estrangeiro teres trazido meu coração de volta.

Paulo José Miranda


 
imagem: Leila Pugnaloni

a noite pede música

Encontros possíveis


Colectiva de Artes Plásticas  "ENCONTROS PASSÍVEIS" 

sexta-feira, março 2

De certo modo, os franceses estilizaram o amor...



De certo modo, os franceses estilizaram o amor, criaram um determinado estilo, um determinado formato para o amor. E depois acreditaram nisso, sentiram-se obrigados a vivê-lo de uma certa maneira, quando poderiam tê-lo vivido de forma completamente diferente, se não tivessem atrás de si toda aquela literatura. (...) ali toda a gente está exposta a essa noção literária do amor, da emoção, da sensualidade, do ciúme (...). Há demasiadas convenções em tudo isto.

É preciso saber desde logo o que se entende por amor. Se se entende por amor a adoração de um ser, a persuasão de que dois seres foram feitos um para o outro, de que se correspondem mutuamente por qualidades de certo modo únicas, nesse caso a miragem é tão grande que qualquer pessoa que reflicta um pouco diz forçosamente: "Não, estou longe de ter essas qualidades excepcionais e o outro provavelmente também não as tem; tomemos consciência do que é; amemos o que é.

Marguerite Yourcenar in  De olhos abertos, pag. 71, Relógio de Água Editores, Lisboa, 2011
Tradução de Renata Correia Botelho

imagem: Miguel Carvalho

dança da chuva ou dançar à chuva?


dança da chuva ou dançar à chuva?
...parece que amanhã, por aqui,...irá chover. muito :)

a noite pede música

quinta-feira, março 1

5 sonhos a favor de 1

« Como presumo que alguns saberão, estou a tentar ajudar que uma viagem de finalistas do agrupamento de escolas do Cerco se realize. Explico: é um milagre que, naquele contexto social, 50 alunos consigam terminar o 12º ano. O prémio - o sonho, como eles chamam – é uma viagem de autocarro a Itália. (...) Desistir agora, nem pensar.Para saberem do que falo, deixo-vos o texto que escrevi há umas semanas no meu blogue sobre a iniciativa, o cartaz do evento de 2 de Março [ amanhã, a partir das 22 horas, há festa no auditório da Escola do Cerco do Porto. Entrada: 5 sonhos a favor de 1... a não perder...de forma nenhuma] e a página da Viagem de Finalistas no Facebook. »