quarta-feira, julho 13

porque sim



... muitíssimo... de Galeano...

A memória guardará o que valer a pena


"A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo".

Eduardo Galeano in Dias e Noites de Amor e de Guerra

terça-feira, julho 12

...à vela...


[...velejar por aí... eu já disse? pois é verdade...a do ro!]

 
imagem: Oyter Week

Ele é Voltaire. Ela é Gabrielle Émilie...


"Estava-se na véspera de Ano Novo, em Paris, na noite em que ela mudou a miserável vida dele.”


Ele é Voltaire. Ela é Gabrielle Émilie, Marquesa de Châtelet. Ambos se refugiam numa relação de amor e conhecimento.

Foi sobre esta união histórica que Arthur Giron escreveu e ‘a bruxa TEATRO’ (‘abT’) se propôs a encenar. A estreia está marcada para 14 de Julho, nos antigos celeiros da Epac, à Rua do Eborim, em Évora.

Com Figueira Cid no papel de Voltaire (que assina também a encenação) e Mirró Pereira no papel de Émilie, o novo espectáculo d ‘a bruxa TEATRO’ conta ainda com Marta Inocentes na assistência de encenação, Pedro Fazenda na cenografia e figurinos, João Bacelar na sonoplastia e Henrique Martins no desenho de luz.

Évora, onde o céu é, garantidamente, mais claro, se descobre porque razão ‘Émilie e Voltaire’ prometem uma “chuva de meteoros“! »


[...eu ia já, já! mesmo antes da estreia. almoçava no "1/4 para as 9"; jantava na " tasquinha"; passeava junto ao Templo... e, depois, TEATRO... não é preciso nenhum pretexto para ir a Évora. mas este é um excelente motivo...]

domingo, julho 10

Snu...mais uma vez e sempre...


[estou quase a terminar! mais 3 horas de comboio e...já está! 
muito muito obrigada Cândida Pinto]

Escrevo o que ainda não conheço


Escrevo o que ainda não conheço

nomes de ruas pássaros árvores

monólogos de quem ainda te fala alto

é a minha voz ou a tua?



lá fora a chuva confunde-se com gestos

falamos do tempo, ponte entre o silêncio e o nada



ouve, quando não fores capaz de falar, toca-me


Sousa, Maria, in “RESUMO, a poesia em 2010″, Lisboa: Assírio & Alvim, 2011, p.12




...já faltou mais...

...ah pois movem!

a noite pede música

...pendular por aí...


[ lá estarei, amanhã, às 6.45 h]

sexta-feira, julho 8

Orelhas de borboleta


[...acabei de o ler. Foi-me recomendado há dias . é uma delícia! ficam a ganhar os meus 6 sobrinhos e, até, o que ainda vem a caminho...]

...e às vezes...


[... não é preciso mais nada...]

imagem: QUINO

quinta-feira, julho 7

Para acabar de vez com a leitura

«No metro, nos correios, junto da banca das couves no supermercado, ele é ver livros brotar dos recantos mais insuspeitos e, estranheza maior, leitores que chegam ao balcão dos correios empunhando contas de electricidade e sérios tomos de auto-ajuda.


Restam poucas dúvidas de que pisámos, aqui, uma linha limítrofe. Mas limítrofe de quê? Que princípios culturais são estes que regem a compra e venda de livros?

As vendas tomaram de as...salto a indústria do livro e o leitor foi elevado à condição de consumidor. A quantos de nós, leitores, nos perguntaram editores, livreiros ou autores, o que gostaríamos de ler? Será que nos revemos verdadeiramente nos escaparates atolados de novidades ou que as nossas escolhas estão, hoje, mais condicionadas que nunca pela abundância de oferta e ausência de aconselhamento. Onde está o meu livreiro? Quem é o meu editor? Por que comprei este livro?

Convidados: Ricardo Ribeiro, Joaquim Gonçalves, Pedro Vieira, Luís Guerra

Moderação: Rosa Azevedo »

quarta-feira, julho 6

...aterragem suave...


[...metade de mim aterrou... a outra, ainda está nas nuvens...]

sexta-feira, julho 1

quero dizer-te: não morras.



quero dizer-te: não morras.


Nem me digas quem és, quem foste, como sabes

a língua que se fala sobre a terra.

...

Ao lume lanço

toda a vontade de viver, ser vivo,

a cautela do ar, ardendo em torno.

Passarei, terás passado em mim, só quero

dizer-te: não morras nunca, agora, nunca mais.

António Franco Alexandre in Quatro Caprichos

imagem: Leila Pugnaloni