quinta-feira, junho 30

...assim...


[... livros que nos fazem sentir assim...]

imagem: Elsa Suárez Girard


Mistérios...


«El origen del bosque de pinos oblicuos en Gryfino, Polonia, es un misterio, ¿era su destino ser muebles para el servicio secreto alemán o son parte de una secreta danza curvilínea de la naturaleza?»

Fonte aqui

Gado do Senhor


[este novo livro de poemas de Rosa Alice Branco é apresentado amanhã, às 22.30,
nos Maus Hábitos. A não perder!]

RECEITUÁRIO PARA AS ALMAS


Mesmo se (como ela hesita)


a morte é falsa e tu te levantasses

era preciso desenhar o caminho de volta.

Apagar as margens. Perguntas-me se o amor

pode este desalinho. Crer é difícil e

mais ainda é não acreditar. Estreito o caminho

que inventamos para nos perdermos. Ela sabe

como são altos os muros da salvação.

É só isto que sabemos? Custa mais aceitarmos

a ignorância do que um muro? Se a morte é falsa

deixa-te estar deitado. Tens um lençol de terra

e não precisas de acreditar em nada. Não é com desespero

que to peço. É mesmo por não valer a pena. Pelo menos

nas noites frias esfregamos os ossos um no outro,

e ficamos a ver as estrelas a chispar em nós.

Rosa Alice Branco in Gado do Senhor


Mais poemas aqui

a noite pede música

segunda-feira, junho 27

nem sempre a lapis

Arrumo os livros; desfaço o saco e penduro a roupa nas costas das cadeiras. Um roupeiro é muito tempo.


Do livro "Nem sempre a lápis", de Jorge Fallorca

O lançamento do livro está agendado para sábado, dia 2 de Julho, no Bar Bartleby
(R. Imprensa Nacional, 116b, cave do restaurante BS, Lisboa), às 22h.
Ilustrações de Luis Manuel Gaspar. Apresentação por Golgona Anghel. Uma ediçãoTEA FOR ONE.

Desviado daqui

a noite pede música

quinta-feira, junho 23

Bom São João para todos...


São João se eu pudesse
Dizer-te tudo o que sinto
Poderias compreender
O porquê quando te minto

Há quem fuja de leões
Eu fujo do seu olhar
O que sinto é fogueira
Que não dá para saltar

E se esqueço o seu abraço
Ou se o finjo esquecer
É porque sei que é de aço
O que sinto por arder

Guardo-o bem aqui,
Junto do meu coração
Só não o deixo entrar
No meio da confusão

Por isso meu S. João
Faz-me um grande favor
Proteje a vida inteira
Deste meu quase amor

[versos deixados o ano passado por um visitante anónimo deste blog]

...pois há...


[ ...há mais marés...]

Manjericos


 [ hoje, na minha cidade, em cada esquina há uma bancada com majericos.
estes são para a Leila Pugnaloni.
ela sabe porquê]

...a minha cidade...


eu sinto

tu sentes

ele/ela sente

nós sentimos
vós sentis

eles/elas sentem

O Mensageiro...


 [ ...anjo em bronze, escultura de Irene Vilar.  está sempre lá, à beira-rio, onde caminho.
Mensageiro rima com Bípede Falante, Terráqueo e Fallorca . palavra que rima! eles sabem porquê...]

domingo, junho 19

Põe as minhas mãos no centro da tua loucura


Põe as minhas mãos no centro da tua loucura

Libertaremos o tempo da lei que o aprisiona

e saíremos para o espaço estelar sem queda

ou regresso

Faz de mim o avesso do teu partir

Juntos completaremos o círculo da terra,

possuíremos a ciência aberta

da seiva e dos cometas,

assim naturais,

compactos com a presença do mínimo

Da tua loucura cantarei versos de lúcida

transposição da morte, respirações capazes

de produzir encantamento entre as pedras

Recolheremos as constelações e os peixes,

e quando os olhares se voltarem para ver

anunciaremos um país livre de bússolas

e de mapas,

um país exacto de pássaros,

um país de auroras e violinos e tudo

Vasco Gato

a fotografia


[...está em todo lado e, agora, aqui. a fotografia de Richard Lam corre mundo... e deu que falar...
até os protagonistas falaram...'kissing couple' tell their story"




sábado, junho 18

porque sim

...o que mais me encantava era o rio...


«Mas de tudo o que via da janela, o que mais me encantava era o rio. Então a barra ainda era funda, entravam por ela enormes cargueiros, tantos que às vezes ficavam atracados dois a dois, desde o Lordelo até à ponte. E porque na margem de Gaia não havia cais, a carga era morosa e pitoresca.
As pipas, os fardos, os caixotes, rolavam pelas pranchas ou levavam-nos os homens da estiva  à cabeça para as barcaças, que iam acostar aos navios. Os guinchos funcionavam a vapor e ao içar a mecadoria, ou quando a baixavam para os porões, saía deles silvando um longo penacho de fumo.
Tudo era princípio, novidade. Pedagogo nato, o avô sussurava-me os nomes das ruas, dos lugares, dos objectos, dos navios, dos países, ordenando e colorindo a realidade que eu ainda não podia interpretar.  Quase por inteiro são suas as descrições das tragédias do rio, dos barcos a redemoinhar nas águas turbulentas, da violência dos ciclones.
A paisagem era o filme, ele o comentador, e para me agradar apressava-se de volta a casa depois do trabalho, eu à espera ao cimo das escadas, ansioso por acompanhar a continuação da história do mundo».

J. Rentes de Carvalho in Ernestina, pag.138/139, Quetzal, 2010

imagens: marta

Tivesse a minha fantasia permanecido dentro de limites...


«Tivesse a minha fantasia permanecido dentro de limites, se assim se pode dizer, aceitáveis, e as suas consequências talvez fossem benignas. Mas junto aos impulsos da leitura, o cinema simplesmente me fez desandar a cabeça.
Quando o noivado da Joaquina com o ourives se tornou oficial e deixei de ser preciso como chaperon, aos domingos, era certo e sabido no Estrêla- Cine de Coimbrões. Assistia à primeira matiné, repetia a dose na segunda e de longe a longe se meu pai, que também era fanático, chegava bem disposto e a horas, ainda ia com ele à sessão da noite.
Duma vez, porque ela nunca tinha visto o cinema, convenci minha avó a acompanhar-me, mas não gostou de se ver no escuro nem apreciou a «bonecada», e no intervalo quis que fôssemos embora. Recusei. Ela sem mais puxou-me uma orelha, torceu, fez-me pôr em pé, e com a gente a zombar levou-me pela coxia morto de vergonha. A mim! Que comandava legiões, que voava para planetas remotos e tinha um palácio em Bagdad!
Agora fará sorrir, mas foi dor funda. Pela humilhação e, em parte maior, por me ver tão brutamente expulso dos paraísos em que vivia e forçado a retornar ao dia-a-dia onde não era poderoso nem herói. Nem sequer adulto, sim um garotinho franzino do corpo, tímido no modo, que quando o deixavam sozinho apenas conhecia um fito: correr de volta aos seus sonhos».

J. Rentes de Carvalho in Ernestina, pag. 192/193, Quetzal, 2010

Comovida e grata


[...começei a lê-lo, no comboio, mesmo mesmo a chegar a V. N. de Gaia
e terminei aqui, na Foz do Douro, com os olhos na Afurada...comovida e grata a J. Rentes de Carvalho...]

...Ernestina


[... do outro lado do rio, um olhar tão cirúrgico e amplo, fez-se meu...]

...a minha cidade...


[...um passeio à beira rio...]

imagem: marta

a noite pede música

terça-feira, junho 14

Os Livros na Arte




Ciclo das Artes: “Os Livros na Arte” Por José Mário Santos
«A arte da encadernação, que acompanha e faz parte da história da cultura, surgiu da necessidade de se preservar os livros. A paixão pelas letras e o gosto pelos livros resultou num aumento progressivo dos volumes da biblioteca pessoal de José Mário Santos que, entretanto, precisaram de ser conservados e preservados. As técnicas e estilos com que se vestem os livros passaram a constituir um estudo e, a seguir, um magnífico desafio profissional.
José Mário Santos estará, ao Serão na Bonjóia, para nos falar sobre a história da encadernação e partilhar a sua paixão e a sua experiência como o “Alfaiate dos Livros”.
José Mário Santos é Engenheiro, tendo recebido a sua formação em Manchester e Londres. Fiel à sua paixão pelas letras, tornou-se um leitor compulsivo e um estudioso na área da literatura Portuguesa e da História.»
Dia 16 de Junho, às 21h15, na Quinta de Bonjóia – Rua de Bonjóia, nº 185 - Porto 

segunda-feira, junho 13

Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção


Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção um amigo meu que falava arrebatadamente de um assunto qualquer, que me era apenas fastidioso. Sem ter consciência disso, pus-me a olhar para uma pequena quantidade de areia que entretanto apanhara com a mão; de súbito vi a beleza requintada de cada um daqueles pequenos grãos; apercebia-me de que cada pequena partícula, em vez de ser desinteressante, era feito de acordo com um padrão geométrico perfeito, com ângulos bem definidos, cada um deles dardejando uma luz intensa; cada um daqueles pequenos cristais tinha o brilho de um arco-íris... Os raios atravessavam-se uns aos outros, constituindo pequenos padrões, duma beleza tal que me deixava sem respiração... Foi então que, subitamente, a minha consciência como que se iluminou por dentro e percebi, duma forma viva, que todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. Durante um segundo ou dois, o mundo pareceu-me uma chama de glória. E uma vez extinta essa chama, ficou-me qualquer coisa que junca mais esqueci que me faz pensar constantemente na beleza que encerra cada um dos mais ínfimos fragmentos de matéria à nossa volta.

Aldous Huxley

a noite pede música

As respostas do Jorge Fallorca


8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Na ponta da língua: Henry Miller (sem a sex-shop da adolescência), Cossery (todo: lido, relido, treslido), o mesmo para John Berger, Mohamed Choukri, Sebald, Walser, Piglia, David Malouf, Cormac, Salinger, Saint-John Perse, Imre Kertész, Vila-Matas (sobretudo, a partir de Bartleby & C.ª), Llansol, Almeida Faria, Carlos de Oliveira, Luiza Neto Jorge.


Livros: O Delfim, Húmus (Raúl Brandão e versão de Herberto Helder), O Ano da Morte de Ricardo Reis, Paisagens Originais (Olivier Rolin), O Último Leitor (Piglia e David Toscana), O Livro do Desassossego, Aprender a rezar na Era da Técnica (Gonçalo, devagar, a leitura como prece), Bonsai (Alejandro Zambra), O Caderno do Algoz (Sandro W. Junqueiro) e, naturalmente, Herberto o Livro; Disse-me Um Adivinho.
 
As outras nove respostas aqui

Pessoa por Pomar

porque sim



[...com um obrigada imenso ao HPD...]

domingo, junho 12

Navegar

Navega, descobre tesouros,
mas não os tires do fundo do mar,
o lugar deles é lá.
Admira a Lua,
sonha com ela,
mas não queiras trazê-la para Terra.
Goza a luz do Sol,
deixa-te acariciar por ele.
O calor é para todos.
Sonha com as estrelas,
apenas sonha,
elas só podem brilhar no céu.
Não tentes deter o vento,
ele precisa correr por toda a parte,
ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
As lágrimas?
Não as seques,
elas precisam correr na minha, na tua, em todas as faces.
O sorriso,
Esse deves segurar,
não o deixes ir embora, agarra-o!
Quem amas?
Guarda dentro de um porta jóias, tranca, perde a chave!
Quem amas é a maior jóia que possuis, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda,
se o século vira, conserva a vontade de viver,
não se chega a parte alguma sem ela.
Abre todas as janelas que encontrares e as portas também.
Persegue o sonho, mas não o deixes viver sozinho.
Alimenta a tua alma com amor, cura as tuas feridas com carinho.
Descobre-te todos os dias,
deixa-te levar pelas tuas vontades,
mas não enlouqueças por elas.
Procura!
Procura sempre o fim de uma história,
seja ela qual for.
Dá um sorriso àqueles que esqueceram como se faz isso.
Olha para o lado, há alguém que precisa de ti.
Abastece o teu coração de fé, não a percas nunca.
Mergulha de cabeça nos teus desejos e satisfá-los.
Agoniza de dor por um amigo,
só sairás dessa agonia se conseguires tirá-lo também.
Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura.
Arrepende-te, volta atrás,
pede perdão!
Não te acostumes com o que não te faz feliz,
revolta-te quando julgares necessário.
Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.
Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
"O mais é nada"
 
[autor desconhecido]

Nota: este texto não é de Fernando Pessoa mas circula por aí como se fosse...

a noite pede música

sexta-feira, junho 10

porque sim



...ai Portugal, Portugal...


[...] O certo é que, no último domingo, a maioria dos portugueses confiou a um ateu de 46 anos a tarefa de fazer milagres por um País a viver um dos seus piores períodos da vida democrática. [...]

Miguel Carvalho, in Visão

Entretato, Sócrates vai viver para Paris e estudar filosofia...

E nós, os crentes, ficamos cá, à espera do dito, no plural, claro, que só um... não cobre os dano...quem diz dano, diz dívida e outras doenças prolongadas...

...às vezes...



[... também tenho sorte...ou lá o que é :)))]

No mundo actual vale tudo


«As regras não significam forçosamente conservação. Não roubar é uma regra. Não mentir é uma regra. Não fazer política suja é uma regra. Ser honrado é uma regra. Não são regras conservadoras, são regras de humanidade. No mundo actual vale tudo.»

desviado daqui

quinta-feira, junho 9

a noite pede música

“Belonging”


«“Belonging” toca o lírico e o grotesco, o comovente e o divertido. Move-se entre o real e o fantástico, utilizando criaturas do imaginário das nossas lendas, contos de fadas e mitos urbanos para explorar os nossos mais profundos medos e desejos. Provocador e irreverente, “Belonging” aborda temas intemporais como a perda, o abandono, o rapto, os medos das crianças e o terror dos adultos.»
Aqui

Um livro...sem contar...


de

[...tão bom receber um presente de aniversário muitoooooooooooooooo atrasado :)))]

Escrito de Memória


Formado em direito e solidão,

às escuras te busco enquanto a chuva brilha.

É verdade que olhas, é verdade que dizes.

Que todos temos medo e água pura.


A que deuses te devo, se te devo,

que espanto é este, se há razão pra ele?

Como te busco, então, se estás aqui,

ou, se não estás, por te quero tida?

Quais olhos e qual noite?

Aquela

em que estiveste por me dizeres o nome.


Pedro Tamen, in Tábua das Matérias




imagem: Sergio Romagnolo

...querida Nina...


[...saudades. muitas muitas. temos de marcar...]

Uma Família Inglesa, sábado, no Palácio de Cristal



No próximo sábado, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett [Palácio de Cristal] no Porto, às 15 horas, a conferência "o Porto à volta dos Livros" aborda "Uma Fámília Inglesa". A entrada é livre.

Na pele dos outros



Hoje, "NA PELE DOS OUTROS", em Braga. Uma exposição de desenhos de Filipe Moreira.

...anda à tua procura...


[...e de vez em quando, por amor, lá se condescende...
 Thor...com a belíssima Natalie Portman...e com o charmosíssimo Anthony Hopkins.
...vale tudo, menos apaixonarmo-nos por alguém de outro planeta...]

quarta-feira, junho 8

a noite pede música

"Xinti” de Sara Tavares

Sábado, 11 de Junho, 21h30


«Recentemente distinguida com o Prémio de Melhor Voz Feminina nos Cabo Verde Music Awards, Sara Tavares vai a Braga apresentar “Xinti”, álbum que teve a sua estreia ao vivo no Barbican Theatre de Londres. Três anos depois de “Balancê”, “Xinti” surge repleto da luz que emana de todo o trabalho de Sara Tavares. E o desafio é lançado: “Xinti” ou “sente” porque este é um álbum para sentir.


“Este álbum não é sobre uma canção, é algo para sentir. A vida tem que dar voltas e mais voltas, como o mar. Tem que fervilhar, como uma sopa. Tens que a remexer para a tornar saborosa. Às vezes a vida tem que ser dura para resultar em algo puro…”
Sara Tavares

Ingressos disponíveis em http://www.theatrocirco.bilheteiraonline.pt/

Viagens Brancas, depois de Meninos de Ninguém

« A grande protagonista não é a cocaína, são as mulheres que com ela de alguma forma se relacionam. Por um lado, o livro evidencia vidas de mulheres com tudo o que é socialmente construído como tipicamente feminino – cuidar dos filhos ou culpabilizar-se por não o fazer, assumir qualquer papel para assegurar o bem-estar de todos a seu cargo, ter menos oportunidades e menos poder, ou ser vítima de formas diversas de violência pela condição de ser mulher.

Por outro lado, o livro desconstrói ideias tradicionais e estereotipadas sobre a mulher, ao mostrar-nos que a sua ligação com as drogas pode ser qualquer uma – a de consumidora ocasional, frequente, dependente, actual, passada, em tratamento, em recuperação ou em recaída –, assim como a sua ligação ao crime também pode ser uma de muitas – tomando o tráfico como exemplo, conhecemos a mulher que trafica para consumir, a que trafica para dar a consumir, a que vê no tráfico um grande negócio, ou apenas uma oportunidade.
Esta dimensão do envolvimento das mulheres no desvio vai mais além no livro “Viagens Brancas”. A participação das mulheres em actividades desviantes pode resumir-se a um papel passivo, heterónomo, coagido, sem controlo, como nos habituámos a pensar no comportamento feminino. Mas também nos é indicado que a mulher pode ter um papel activo, autónomo e controlador na actividade criminal, como conta a Ana Cristina a partir da história de Zany.
As mulheres, de quem não se espera que cometam crimes, ou sequer que se desviem, afinal fazem-no. E, por vezes, da forma racional e determinada que se tende a atribuir em exclusivo aos homens. Prevalece, no entanto, a expectativa social de que as mulheres correspondam a um ideal de feminilidade que passa pela constante conformidade às normas. Esta expectativa tem promovido uma dupla penalização das mulheres que cometem crimes. Por um lado, porque os cometem; por outro lado, porque são mulheres e, como tal, não os devem cometer. Não tenho grandes dúvidas: formal ou informalmente, as mulheres são mais julgadas pela sua maior ou menor conformidade aos papéis de género do que pelos crimes que cometem.
Através das histórias que nos conta, a Ana Cristina Pereira dá-nos uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre o impacto da construção social do feminino na vida destas e de outras mulheres.»
Do Pósfacio
Raquel Matos
Professora auxiliar da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa



[depois de Meninos de Ninguém, a jornalista Ana Cristina Pereira lança Viagens Brancas.
a apresentação é hoje, no Porto.
duas sessões: uma às 18 horas, no Centro de Respostas Integradas – Porto Ocidental, Rua Diogo Botelho,1651/1653 e outra, às 22 horas, na Casa do Ló. Nem mais!
A não perder, claro! ]

domingo, junho 5

...eu também tenho uma...


[...que visito, demoradamente, de vez em quando...]

Nunca é tarde...


"Uma viagem de 1000 quilómetros começa com um simples passo, uma de 40.000 com um copo de vinho.”

Um engenheiro reformado, 70 anos, desafia o filho, viajante profissional, para uma aventura:

África numa 4 L! Oito meses de viagem pela frente. A eles junta-se um amigo. Está tudo explicado aqui

...mais uma caminhada...


[...junto ao mar...]

a noite pede música

sábado, junho 4

Amo o caminho...


Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.

Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo

Se se recorda dos movimentos migratórios

E das estações.

Mas não me importo de adoecer no teu colo

De dormir ao relento entre as tuas mãos.


Daniel Faria


[...não consigo comentar, mas consigo fazer copy/past daqui para aqui...]

sexta-feira, junho 3

Tenho medo de não poder...


Tenho medo de não poder voltar a falar seriamente. A minha alma crê naquilo que a minha razão se obriga a negar.


Imre Kertész


imagem: © Nina Huttin
 
[desviado daqui]

a noite pede música



[...a ver se termina de forma mais suave...]

...what a day [s] !!!

sem comentários!



[...faço o comentário; opto por Conta Google; faço login como sempre fiz e o comentário aparece, assim:

"Anônimo disse"... está um sonho azul! linda linda!

volta a pedir login e o comentário não entra nem como anónimo!!!!

primeiro aconteceu no blog do José Luís, agora acontece também no da Bípede...

alguém, por favor, me pode ajudar a resolver este problema?]

[S] hort [M] essage [S] ervice de interesse restrito


[ queridos Bípede e Terráqueo:
...não é tango, nem samba, nem rumba...é apenas a dança dos livros que chegaram...
caídos do céu...
 finalmente!]

Pois!

...quando voar...


[seguramente um dos lugares que quero visitar quando voar para Buenos Aires: Plaza Seeber, num dos bairros emblemáticos da cidade - Nueva Pompeya. E mote inspirador de um tango antigo com uma letra linda linda... e passear, passear muito, por aqui, de mão dada com os jacarandás...]

imagem: Steven Miler

...adorei ficar à conversa...


[...contigo! parabéns, querida Graça. gosto tudo de ti e...foi tão boa a surpresa :)]

quinta-feira, junho 2

Entre o luar e a folhagem...



Entre o luar e a folhagem,

Entre o sossego e o arvoredo,

Entre o ser noite e haver aragem

Passa um segredo.

Segue-o minha alma na passagem...

Fernando Pessoa


a maior exposição fotográfica do mundo


[....e o olhar da sonja valentina anda por lá. por isso, a não perder...]

a noite pede música

...eu, às vezes...


[...também me sinto um peixe fora d´água...]

quarta-feira, junho 1

a noite pede música

VII Festival Internacional de BD de Beja

Bicho de conta, conta...

Bichinho de conta, conta...

E o bichinho de conta

contou

que um dia

se enrolou

e parecia

um berlinde pequenino

de tal maneira

que um menino

na brincadeira

com ele jogou...


bichinho de conta

conta...

E o bichinho de conta

contou.




[ hoje, no Dia Mundial da Criança, dedico este poema - que constava no meu livro de leitura da escola primária - aos meus sobrinhos:
Francisca, Miguel, Guilherme, Maria, António, José, Leonor e...até ao Francisco, que vem a caminho :)]


Nota: «A Assírio & Alvim associa-se a esta data oferecendo um desconto de 50% em todos os seus livros infanto-juvenis*. Visite uma das nossas livrarias e festeje connosco o Dia Mundial da Criança.»

Cem anos de Caminho de Ferro na Literatura Portuguesa

[...literatura e comboios: uma das poucas combinações absolutamente perfeitas no mundo! :)
isto para dizer que preciso restaurar este livro. no Porto, onde?
alguém sabe?
agradecem-se sugestões...]