domingo, outubro 3

Apetecia-me uma carta

Trrim, trrim, trrim. A campainha da bicicleta do Senhor Mário, carteiro, era a alavanca dos meus dias adolescentes. Ainda hoje é a onomatopeia da minha vida! Desde miúda que as cartas - todas as cartas – me seduzem. Quando comecei a recebe-las, dirigidas a mim, percebi o porquê da minha intuição. Era o mundo feito abecedário. Muito nosso.

[e era o que me apetecia. uma carta. com envelope e selo. daquelas que já quase não se recebem...nem escrevem]

6 Comments:

Angélica Lins said...

Envia o endereço amiga...
=)

Lisarda said...

Embora Leminski tivesse escrito que
" o bicho alfabeto pasa,
fica o que não se escreve",
gostei muito da idéia do mundo feito abecedário: isso são as cartas.

Concordo com o comentario anterior.

Um abraço-como decimos em espanhol-
con todas las letras.

Marta said...

Parece que já ganhei 2 cartas - uma do Brasil outra da Argentina - verdade? :) :) :)

abraço,
Angélica

abraço,
Ignácio

com todas as letras :)

Anónimo said...

«Uma amor é uma conversa. Entendes? Deve ser uma pessoa com quem nos vemos a conversar uma vida inteira. Não ter que dizer ou vontade de o dizer, é o fim do amor, Madalena.
Ao menos um gato, não era?»

lolololo

Adorei o teu texto no MA.
E manda-me a morada que também te escrevo uma carta:)

Anónimo said...

Cris :)

Anónimo said...

Vais receber...