terça-feira, julho 28

É preciso...

do passado e do presente

Belíssimo livro! Obrigada :)
[voltarei a ele, aqui]

Vale a pena

segunda-feira, julho 27

À volta da abrótea


De A a Z. De Adelaide a Zaclis. Muitos à volta da abrótea. Dezanove, no total. A casa estava cheia de amigos, como eu gosto. Até os que não estavam, lá estiveram. Com a alma convertida num doce de bolacha. Ou nas entrelinhas dos livros ou, simplesmente, no nosso pensamento.
O pretexto [e o texto, também] foi o livro da Patrícia Reis, aquele onde a abrótea é recusada de forma expedita, depois da cozinheira “recolher como uma tartaruga.

Abrótea, não.”

Pois nós, gulosos, dissemos. Abrótea, sim.
Rolo de carne, sim; quiche de courgettes e queijo, sim; quiche de espinafres e presunto, sim; saladas, sim; patés e queijos, sim; sobremesas, pois claro; café e brigadeiros, sem dúvida!
E vinhos, obviamente, e até champanhe com gelado de limão.
Em voz alta, leram-se excertos do livro e conversamos e rimos e trocaram-se pontos de vista. E falamos de Sara e de Manuel Guerra como se fossem nossos conhecidos. E eram. Mais de uns do que de outros, é certo! Mas conhecidos.
E não conseguimos ficar No silêncio de Deus. De forma nenhuma! Estávamos todos muito animados.
O Ricardo teve a ideia: cada um escreveu num papel o nome de um livro que tivesse gostado de ler. Depois os papeis, dobrados, foram para um saco de onde cada um tirou o seu.
E a Gracinha sugeriu que em vez de ler o título do livro, o revelássemos através de metáforas até que adivinhássemos o nome da obra e do autor. E foi de rir, em muitos casos. E muito criativo, noutros!
E foi assim. Cada um falou um pouco do livro que tinha sugerido e do porquê da sugestão.
[E eu fiquei de enviar um e-mail a todos, com os livros e ainda não o fiz!]
Gostamos tanto de estar ali, juntos e ligados, como a maionese, na conversa que, em breve, a propósito de um outro livro, faremos outro jantar-tertúlia.
E eu, feliz por os ter ali, à volta da abrótea. Na minha casa.
[Para chegar a minha casa, eles sabem, toma-se o caminho do meu coração!]
Obrigada meus queridos. Muito. É muiiiiiiito bom estar convosco!
imagens: Zaclis Veiga

Parabéns Maria

A Maria tem caracóis. E um sorriso de clave e de sol que nos deixa ler qualquer estrela.
A Maria tem um bando de pássaros no olhar. Uma onda de mar, no Verão. Quando brinca. E corre e pergunta. E uma certa eternidade acontece. Quando nos abraça e fala e procura. Tudo.
Com a Maria, o mundo cabe no coração das flores. E o seu sorriso de clave e de sol é a invenção perfeita do amor. E da paz para sempre.
Parabéns Maria. É muito bom crescer contigo, minha pequenina!

[Parabéns aos pais]

sexta-feira, julho 24

a noite pede música

uma das minhas músicas de sempre! a ouvir... e a ver, no caso... muito bom!

As 5 musas de João Negreiros

Ler sobre o espectáculo aqui
As cinco musas de João Negreiros [e + uma, invisível, nesta imagem :)] continuam por mais duas noites a dar voz ao espectáculo INSPIRAÇÃO É RESPIRAR! A não perder!
De 21 a 25 de Julho, às 21h30.
Local: Auditório do T.U.M., Rua do Farto, Braga (junto às Frigideiras da Sé).
Bilhete: 3,50€ (estudantes/sócios TUM/AAUM) 4,50€ (adultos)Reservas: 96 55 30 263
Teatro Universitário do Minho

quinta-feira, julho 23

Podem tirar...

quarta-feira, julho 22

A ponte Mirabeau


Sob a ponte Mirabeau corre o Sena
E nosso amor
É preciso trazê-lo à cena
Vinha sempre a alegria antes da pena

Venha a noite, soe a hora
Os dias se vão, não vou embora

De mãos dadas fiquemos face a face
Enquanto que sob a ponte dos nossos braços passa
dos eternos olhares a onda tão lassa

Venha a noite, soe a hora
Os dias se vão, não vou embora

O amor se vai como água corrente
O amor se vai
Como a vida é lenta
Como a esperança é violenta

Venha a noite, soe a hora
Os dias se vão, não vou embora

Passam os dias e as semanas
Nem o tempo passado
Nem o amor acena
Sob a Ponte Mirabeau corre o Sena.

Venha a noite, soe a hora
Os dias se vão, não vou embora

Guillaume APOLLINAIRE, Alcools (1913) - Tradução de Virna Teixeira

imagem: daqui e poema roubado aqui

Amália e a Lua



É daquelas coisas que não sei precisar se li ou se me contaram. Vem a propósito da chegada do Homem à lua. Há 40 anos. Assinalou-se este mês, como sabemos. Esse "pequeno passo para o Homem..." de que o mundo inteiro falou com espanto, admiração, incredulidade! A propósito do zum, zum da época, das páginas de jornal e das conversas de toda a gente sobre o facto, Amália Rodrigues terá dito algo assim: não sei porque todos falam na chegada do Homem à lua; eu já ando lá há tanto tempo...
Eu gosto da Amália! Por poucos motivos e mais este...
imagens: Lua: Sonja Valentina/ Amália Rodrigues daqui

Era uma vez...

[Com um bem-haja ao autor]

Abrótea à vista

Está tudo com a leitura em dia para o jantar-tertúlia-abrótea-com-maionese-de-toranja? Dia 25, às 20.30h.
imagem: César Augusto

Chick Corea e Gary Burton, no Palácio de Cristal

Basicamente, estou desfeita! Soube agora! Dia 31 de Julho Chick Corea - um dos meus músicos preferidos - está no Porto e eu não estou cá! Ainda por cima de borla! São os concertos de Verão do Palácio de Cristal a darem cartas. E eu fora de jogo, logo no início :( é mesmo um 31! O que vale, é que há mais cartaz. Programação. Até 22 de Agosto. Para quem ficar por cá. Afinal, em Agosto, o Porto ganha uma nova dimensão... é bom andar de carro na cidade!

imagem: clicar para aumentar e ver programa

Quadros para a Claudia


Para a minha querida Cláudia, o presente de aniversário é um quadro que gostava de ter em minha casa. Um, não. Dois! Que não consegui escolher :) Resende, pois claro!

PARABÉNS, minha linda :)

Dose da fatia de um doce


Dá-me um bocadinho do teu amor todos os dias
Não mo dês todo hoje que amanhã vou precisar dele outra vez
eu sei conheço-me bem
e nesse aspecto sou exactamente como o resto da humanidade
preciso de ser amado todos os dias
só espero não morrer muito velhinho para que o teu amor me [
[dure até ao fim da vida

João Negreiros in o cheiro da sombra das flores

[Poema dedicado à SU, presente de aniversário... com atraso]

terça-feira, julho 21

João Negreiros ganha prémio e voz... logo à noite


João Negreiros, poeta e dramaturgo português, ganhou o prémio de poesia OFF FLIP e uma bolsa literária. O poeta será editado em Portugal pela Saída de Emergência.

No Brasil, já havia sido publicado na Antologia de Poesia da ASES, mas desta vez será publicado numa colectânea do Selo OFF FLIP em 2010. O prémio, na sua quarta edição, contou com a participação de 393 poetas. Hoje, na Antena 1, no Portugal em Directo, João Negreiros falou da mágoa que sente, por Portugal ainda não o ter reconhecido.

Eu, por mim, dou-lhe os parabéns. Como sempre lhe dei, desde que lhe conheço e sinto os poemas. E um abraço. Apertado. Se possível, logo à noite, em Braga. Por lá, eu sei, a sua poesia anda na voz do elenco do T.U.M. Mais informação aqui.
imagem: clique para aumentar

Sem rede e com amoras. Muitas!

Em Almendra não há dois pesos, nem duas medidas. É igual para todos! à chegada não há telefonema para a mãe, prós irmãos, para os amigos! Não há telemóveis que funcionem, nem Internet que se active! Por isso, quem quiser experimentar desligar os fios, nas férias, rume para terras da Foz do Côa. Para esta aldeia, onde ainda se vai às amoras. Para fazer compota. Um dia destes, não tarda, venho aqui fazer o elogio do doce de amora [da Helena!]
imagem: há vida em marta

sexta-feira, julho 17

Nós consumistas

Não sei se vos acontece! A mim, dá-me todos os Sábados. Assim uma espécie de febre de NÓS! Tomo o pequeno almoço, a correr. Para depois tomar o café - curto - com tempo. Com tempo e com demora. Muita demora. Porque a revista, faz a vez do açúcar! Primeiro um desfolhar ávido e ágil. O aroma a papel impresso narinas adentro. Depois, caractere a caractere, o texto até se fazer entendimento e delícia. Sem calorias. Um a um. E as imagens a reforçarem o que ficou dito, ou a convidar à leitura saltitante. Ou seja, condicionada pela imagem. O que também me acontece com os títulos! É assim o Sábado para nós, os viciados na revista do i. Nós, Consumistas, é o tema desta semana. A número 11, da minha colecção de 50. Porque comigo, já o disse aqui, foi amor ao primeiro número. Ou ao primeiro caractere. Tanto faz!

quinta-feira, julho 16

Imaginava eu

«Imaginava eu que havia tratados da vida das pessoas, como há tratados da vida das plantas, com tudo tão bem explicado, assim parecidos com o tratamento que há para os animais domésticos, não é?
Como os cavalos tão bem feitos que há!
Imaginava eu que havia um livro para as pessoas, como há hóstias para cuidar da febre. Um livro com tanta certeza como uma hóstia.
Um livro pequenino, com duas páginas, como uma hóstia. Um livro que dissesse tudo, claro e depressa, como um cartaz com a morada e o dia.

Almada Negreiros in Obras Completas, vol. I Poesia, Biblioteca de Autores Portugueses, pag. 153
imagem: desenho de Almada Negreiros

quarta-feira, julho 15

Aqui na Terra - imagens





Foi uma noite absolutamente fabulástica. De família, amigos, leitores. De beijos abraços, de palavras sábias e emotivas, de autógrafos. Muitos. Cem livros vendidos. Num ápice! Muita comoção. Muitos sentires. Sentidos. Foi lindo! Digo eu, daqui, do meu coração. Em bicos de pés, para me verem sorrir. Tão lindo, tão nosso, de todos. A desaguarmos numa francesinha. Ou não fosse uma noite feliz, no Porto. Onde se abrigam afectos. Afectos para sempre.

segunda-feira, julho 13

Aqui na Terra - lançamento do livro

Esqueçam a capa. Vamos directos ao miolo. É lá que vivem as histórias, que um dia foram reportagens, na sua maioria, da revista Visão e duas do semanário Independente. [Já extinto, como sabemos.] Há uma história inédita. Mas inéditas, vendo bem, são todas porque, de certa forma, são textos reescritos, limados contra o tempo e com espaço. O espaço que só um livro pode dar, porque um livro é um caudal de margens amovíveis. Ao contrário de uma reportagem. E, de certa forma são, também, todas inéditas, porque nunca antes coabitaram entre as capas de um livro. O livro chama-se Aqui na Terra e o autor é jornalista.

Miguel Carvalho é jornalista, mas podia ser antropólogo. Tem alma de. De João Pina Cabral. Por exemplo. O método das entrevistas para, em antropologia, fazer histórias de vida afina, aqui e ali, com o do jornalismo. Há diferenças, claro. E nem o Miguel Carvalho é antropólogo nem o Aqui na Terra é um diário de campo. É muito mais. No entanto, ao lê-lo não consegui deixar de traçar um paralelo. Nem deixar de pensar que estas histórias também tem «aromas de urze e de lama». Adiante.

As histórias de Miguel Carvalho não são sobre uma comunidade específica ou em extinção, ou, ou, ou... Não. O seu “trabalho de campo” foi realizado numa “comunidade” maior. Um país: Portugal. Com muitas histórias dentro. Muitos rumos. Onde o passado recente é memória colectiva. Onde a actualidade está tecendo História. Onde as pessoas são actores, sem hipótese de serem secundários. O papel principal cabe a cada entrevistado.

«O pecador Os últimos dias do padre Max, assassinado em 1976.O altar Em busca dos milagres que Fátima nunca viu. O cónego O sacerdote que não chegou a ser estátua. A seita O hipermercado da fé da Igreja Universal. A purificação Segredos que a vida encerra nos cemitérios. A celebração A aldeia refractária, orgulhosa da sua identidade. O pastor A vida de Hermínio Carvalhinho, antes e depois da fama. A cruz Viagem às profundezas da terra-mártir: Castelo de Paiva. O ritual A estrada da vida à boleia de um motorista de carreira. A agonia O definhamento das aldeias sem crianças. O santuário Homens que erguem o templo das massas. O martírio A ressaca de gerações numa vila do interior. A aparição O homem que ressuscitou ao passar a fronteira. A devoção À procura de Torga, no centro da terra. A via-sacra O fadário de João Correia, vida debaixo da ponte. A romaria O repórter desencontrado em Vilar de Mouros. A religião A aventura no País dos cançonetistas que entram no ouvido. O imaculado O Zeca Diabo português, de língua afiada e bofetada ligeira.»

Aqui na Terra fala-nos de pessoas. Homens. Terráquios. Dá-nos a conhecer episódios do país da última década em múltiplas frentes. O Portugal multitemático como a vida. A vida que supera sempre a ficção. A vida de um país em [foto] grafias tipo passe. Individuais, nítidas, a conferirem identidade a cada reportagem. São testemunhos ímpares. Documentos únicos. Histórias singulares que fazem o Portugal colectivo. Perfulgente. Baço. Comovido. Esquecido. Saudoso. Penitente. Trabalhador. Devoto. Amador. Aleijão. Sofrido. Bizarro. Contente. Sei lá. Muito Portugal.

Esqueçam a capa. Ou não. Não esqueçam. Porque de facto, após a leitura, dá-se a epifania: este Portugal por dentro, escrito por Miguel Carvalho é divino.
Divino e humano. Demasiado humano.



Muito importante: AQUI NA TERRA, editado pela Deriva, é lançado hoje, dia 14 de Julho, às 21.30, no espaço MAUS HÁBITOS, no Porto. A obra será apresentada por Nuno Higino, professor de Sociologia, escritor e antigo pároco de Marco de Canaveses e Zaclis Veiga, Professora de Fotojornalismo e jornalista brasileira. Estão convidados. Sei que sim.

imagem [fotografia da capa] Lucília Monteiro

quinta-feira, julho 9

Em câmara lenta


Ando a adiar, adiar. adiar. Porque é difícil! A ver se consigo condensar cinco situações da minha vida dignas de passarem em câmara lenta. O desafio foi-me lançado pela Maggie há mais de 15 dias! E eu aceitei. Cá vai:

  • Todos os sorrisos serenos da minha mãe [não consigo escolher apenas um]

  • O nascimento dos meus sobrinhos [Francisca, Miguel, Guilherme, António, José, Maria]

  • O dia em que pensei que o meu coração se tinha avariado e, afinal, só estava apaixonada [a primeira vez! das outras, reconheci logo os sintomas]

  • O dia da publicação do meu primeiro artigo num jornal. Tinha 16 anos. [E o jornal, regional, ficava ao lado do meu liceu! E essa redacção era a minha gruta do Ali Babá...]

  • O dia em que vi Sophia fora da minha imaginação; do lado de fora dos seus livros.

[ e uma suplente, pode ser? Batota, eu sei!
mas é assim um pensar alto, um falar com os meus botões, um espanto quase mudo, um conter a minha comoção - coisas de mim para comigo - tipo, belisquem-me, por favor, porque eu não acredito que ainda existem pessoas assim! Um faz de conta que voltei a acreditar como quando tinha 20 anos! Façam-me lá esse favor! fechem os olhos a esta pequena batota. assumida. às claras! Porque sim. Porque me apetece; porque as palavras me estão na ponta dos dedos, sem freio. E com memória. Porque sim, porque sim. porque sim]
  • O dia em que PRD respondeu ao meu e-mail!!!!]
Este desafio - sem batota :) :) :) - vou passá-lo ao Miguel, à Dalaila, ao K, ao João, ao Tiago, ao Passos, à C., ao Paulo, à Clara, à Patti, à Gi, à Nefertiti, à WOB, à Teresa, ao Jorge, ao João Menéres, ao Expresso da Linha, à Ana, à Sonja, à Su, ao Ruben, à Zaclis, à Sónia, ao Ricardo S. à Paula, ao Henrique, à Gisela, à Embasbacada, à Catarina, à Tucha, ao Comboio Turbulento, à CSD, à MRF, ao Mar Arável, ao João Rasteiro, à Lídia, à Maria Emília, ao Dr. Mento, à São, à Isabel, à Palavras em Linha,ao Relógio de Pêndulo, ao Sight, ao Funes, ao Eduardo, ao J. Marto e ao Vórtice. Resumindo: Os que tenho linkados e os que me linkam :)

quarta-feira, julho 8

Parabéns! Acabou de ganhar um funeral

[clique na imagem para ampliar e ler o regulamento. vale a pena. digo eu]
Toda a gente sabe que morrer custa dinheiro. E há quem não tenha dinheiro para morrer. E nem sequer é preciso o extremo de não não ter dinheiro para viver, quanto mais para morrer! Não. Eu até posso viver com o «pão nosso de cada dia" e não ter dinheiro para o meu funeral. Aliás, posso nem me importar com isso. Posso pensar "que se amanhem", que eu já não estarei cá para resolver o problema. O certo é que não é assunto que nos ocupe espaço nas preocupações diárias. Acredito eu! Aliás, a morte e os seus rituais não são assunto recorrente nas conversas de café. E outras. Nós, ocidentais, não somos educados para morrer, somos treinados para viver. Mas isto dava-me pano para mangas. Ficaria aqui a tarde inteira a debater o assunto. Mas não posso!
Hoje, ao telefone, a minha amiga Dalila, disse-me: vai ver o mail que te mandei. E fui. E depois dos três segundos de incredulidade, pensei: é muito à frente!
Qual viagem às Caraíbas, qual carro, qual vale de compras, qual electrodoméstico? Isso é marketing do século passado! Já deu o que tinha a dar!
A Rádio Santiago, de Guimarães e a Agência Funerária S. Jorge, de Pevidém, são uma dupla visionária, inovadora! [o regulamento é um verdadeiro tratado de antropologia! as questões sociais e outras que aí se levantam...bem! tanto para analisar!]
Ouça a Rádio Santiago e ganhe um FUNERAL; é dos slogans mais fenomenais da história da publicidade! Porque fará história!
A primeira vez que tive acesso à lista de produtos funerários de uma Feira especializada na morte, pensei: de facto há muita coisa aqui à volta. Isto é um negócio com muitas frentes. Há muitas urnas por onde escolher; muitos rituais para fazer. Cada vez tudo mais personalizado; mais talhado conforme a personalidade do morto. A morte tende, cada vez mais, a ser ajustada ao modo de vida. Se o morto gostava de jazz; saia uma urna com jazz dentro! Pode chocar alguns. Mas é assim que funciona! A morte não está imune à economia de mercado. À criatividade, à inovação, enfim, aos instrumentos que permitem aumentar as vendas. Com sucesso.
Eu que até gosto de pensar nestas matérias, de ler sobre o assunto, hoje fiquei surpreendida com este anúncio! A antropologia, o jornalismo, o markteting a burilarem cá dentro! Ah se eu pudesse... mas isso, agora, - como diz a outra - não interessa nada!
Iniciativa arrojada e de potencial efeito perverso!
Juro que se fosse jornalista, rumava já, já a Guimarães!
E de entre as minhas questões, à população local, uma seria certa:
- E então, gostaria de ganhar um funeral?

terça-feira, julho 7

Coisas que combinam comigo

Ai se os apanho a jeito!

Quando ela chegou

Quando a Zaclis chegou a Vila Real, eles tocaram! E, pela primeira vez, ela sentiu que estava fora do seu país! Porque no Porto ela já se sente em casa!
imagem: César Augusto

Afinal será dia 25 de Julho

Eu já tinha tudo apostos. Até as cadeiras de substituição! Até o meu No Silêncio de Deus já tinha saído do caos do escritório!
As toranjas, a amadurecerem na sala virada a sul. Para a maionese. Enfim!
A bela da abrótea não tinha de ir parar à minha cozinha, no próximo Sábado! [obrigada por me enviarem os números de telefone das peixeiras. mas fui à lota, a Matosinhos] Já tinha pensado na sobremesa: bolo de ameixa vermelha com gelado de baunilha [é que parece que toda a gente gostou, no passado Sábado] E, a entrada, também podia ser repetida: tarte de alho francês com presunto! Bem. Tudo isto para vos dizer que o jantar-tertúlia-abrótea-com-maionese-de-toranja foi adiado para 25 de Julho! Vamos acertar agendas, por favor! Não voltaremos a deixar a abrótea na lota :) tadinha!

Nota: entretanto, por estes dias tenho andado a ler as cartas da Patrícia Reis. Aqui. E ando preocupada. Comigo! Com esta minha queda para adorar cartas e e-mails que não são para mim! Deve ser porque eu, de facto, adoro receber cartas e e-mails a fazer de cartas. Deve ser porque desde que me conheço, adoro receber cartas. Deve ser porque a Patrícia Reis escreve cartas lindamente. Como a Sara escreve e-mails à Madalena... Deve ser.

Não ganhei Monsanto


K, Tiago, Zaclis, Miguel, RPS, Su, Claudia, Graça, Paulina, Joel, Cereijinha, Maggie, Eduardo, Paulinha, Celina, MRF, Carla, Nina, Ruvasa, Dalaila, Belinha, Pas[ç]sos, João, Sonia e Júri.

Eu não ganhei o fim-de-semana em Monsanto! Mas ganhei o vosso voto. A vossa leitura. E só não vou dizer que isso foi o mais importante porque soa banal! Fizeram-me feliz. Só isso. Porque eu adorei escrever Chacim e adorei que tivessem gostado de ler. A todos, votantes, leitores, amigos, familiares, blogamigos, obrigada. Muito.

Obrigada, ainda, à Susana, organizadora da iniciativa. Espreitem, porque hoje termina o prazo para uma nova blogagem colectiva. E, desta vez, há prémios para os posts e para os comentários!

Resmas de poetas

Festa da Poesia Lusófana. Chama-se, assim, o encontro de resmas de poetas. Poetas por todo o lado. Em língua portuguesa. Na Casa de Camilo. Em Vila Nova de Famalicão.
As inscrições são até hoje! Na sexta,à noite, há um recital de poesia. Eu gostava de ir. A ver vamos.

Nota:[é que eu tenho aqui dois mails sobre No Silêncio de Deus, da Patrícia Reis,capazes de mudar planos...falaremos mais logo, depois de alguns telefonemas. Basicamente é o destino de uma abrótea de 2 kg que está em causa!]

segunda-feira, julho 6

Colapsopira

Colapsopira é o nome do seu último trabalho! Eu não a conhecia! [sim. sou uma ignorante. imensas vezes. e, agora, uma ignorante sem tempo. outro assunto... que me está aqui a moer...]
Chama-se Helena Caspurro e...gostei bastante! Ouçam! [se não ouviram, ainda] E digam lá de vossa justiça! Eu por mim, fico com o Rio de Nuvens [a ver onde vou parar].
Aqui.

Super Rock

Uma blogamiga - a querida Nina - tem dois bilhetes a mais que gostaria de vender. E perguntou-me se eu conhecia alguém interessado. Ora como aqui espreitam amigos, familiares e blogamigos nada melhor do que perguntar aqui, se alguém está interessado em adquirir as entradas para o Festival Super Bock Super Rock 2009. No Porto, já no próximo dia 11.
Depeche Mode e Nouvelle Vague são - digo eu - o melhor da festa que tem como cenário o Estádio do Bessa. Quem estiver interessado é favor dizer e eu dou o contacto da Nina. Boa?

S. Pedro da Afurada






Faltei ao S. João mas não faltei ao S. Pedro. Foi na outra margem do rio. Chegamos com o sol a pôr-se. Saímos com a lua alta. Cheia e muito alta. S. Pedro da Afurada estava em festa.
Éramos nove à mesa. Na rua. No passeio. As sardinhas e os pimentos a assar, à porta das casas. E nós na Casa Ana. Da Dona Ana Mar. Assim mesmo. Sem mãos a medir para aviar rojões, papas de sarrabulho e iscas de bacalhau. Do outro lado da rua, vieram as sardinhas e a boroa de Avintes. [A Zaclis não tira só fotografias. Também tira gestos, assim, amáveis.] Depois, foi o café e o bagaço na Casa dos Dragões da Afurada. O carrossel e os carrinhos de choque. E os matrecos. Ah, os matrecos! Que bem souberam aquelas partidas ao perdes, sais fora! E as farturas com açúcar e canela e os manjericos na palma da mão. E as cantilenas do bazar. Hipnotizantes. E o fogo de artifício na boca do rio. E o baile noite adentro. Com Carlos Paião e José Cid e outras que não sabíamos de cor e salteado. Mas dançamos. Dançamos muito, como há muito não dançávamos. Juntos. A fazer fitas. A dar mais nós, nos nossos laços. Para a vida.
Uma noite para a vida inteira.
imagens: há vida em marta

sábado, julho 4

Mais ou menos

Eu hoje estou mais ou menos assim. Só que lá atrás está a Torre dos Clérigos. O rio é de ouro; as pontes são muitas mais; faz um pouco de sol; eu tive de vir trabalhar um bocado. De resto, estou mais ou menos assim. Ou assim. Exactamente assim. Principalmente do lado direito.

sexta-feira, julho 3

Qualquer coisa


«Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar.»
in Livro do Desassossego
imagem: Google

a noite pede música

quinta-feira, julho 2

Pedaço de céu II



E se o primeiro SPA de montanha a abrir em Portugal fosse, assim, extraordinário :)?
Unhais da Serra seria um pedaço de céu! e ...é ;)
imagens: há vida em marta